Quebrarei o protocolo. Em vez de livro lido, falarei de um que acabo de comprar. Minto: acabo de encadernar. Comprei-o há dias, mas a encadernação era em espiral. Conservadorismo, quiçá, mas não admito livro em espiral. Livro é brochura, capa dura ou, na pior das hipóteses, canoa. Espiral é para caderno.
Passado o susto e a má impressão, a obra promete. A diagramação é bela. O sumário é convidativo. Os temas são pertinentes. O autor, coincidência ou não, tem o sobrenome de um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. A crítica (da própria editora) empolga.
Quanto mais preparado estiver o revisor, mais catástrofes poderão ser evitadas, sem mencionar o aprimoramento que se obtém na apresentação gráfica. Em resumo, a vivência profissional do revisor poderá influir tanto na forma quanto no conteúdo da publicação.
Aristides Coelho Neto




