Detesto praça de alimentação. Detesto passear com o prato de ração à caça de mesa.
Uso o livro para marcar lugar. Mas livros são invisíveis nesses antros. Grato por cuidar do livro. E procuro outra mesa.
Hoje foi diferente. Num segundo (escolher–pedir–pagar), o livro desaparece. Ninguém entra, ninguém sai! A moça ao lado acode: um senhor, preocupado, entregou-o na lanchonete.
Alívio. Um bibliófilo anônimo. Há desses ali.
Às vezes, surpresas imprevisiveis salvam o dia, rsrsrsr =)
E salvam um livro esgotado e raro que a gente só encontra em sebo.
Mesmo sendo um objeto querido, quem levou sairia no lucro, hehe. Costumo deixar meus livros marcando o meu lugar na praça de alimentação também! A partir de agora, irei me policiar, hahaha! Bjoks
Não custa manter um olho aberto, Debby.
Cara! Você é ótimo. Sinceramente,
Henrique Guedes
Que bom que havia alguém suficientemente sensato e bibliófilo. Esse minipost ficou um charme, uma produção ao mesmo tempo pequenina, clara e encantadora. Demonstrou o quanto um pequeno acontecimento pode transformar o nosso dia, o nosso almoço, a nossa vontade. Beijos
Bondade sua, Henrique.
Transforma mesmo, Lizzie. É isso que dá graça à vida. Muito obrigado pelos elogios.
Li em algum lugar, sobre um leitor que, após ler um livro, deixava-o em algum lugar, assim, como essa mesa, com o intuito de que alguém também tivesse esse prazer de ler que tinha.
Talvez assim, até valesse a pena perder o livro. Claro, que só depois de termos lido. =]
Gostei, Pablo.
Beijo e abraço!
Isso me lembra o bookcrossing, Rita, uma iniciativa bastante interessante que se espalhou pelo mundo e tem por objetivo exatamente compartilhar a leitura.