Eu havia me prometido que não falaria sobre aquele vacilo do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que disse que por causa de uma coitada de uma vírgula o decreto sobre o grito nas feiras havia saído errado. Mais uma vez, alguém quis pôr a culpa no revisor. A sorte é que não havia vírgula alguma. Vírgula era, na verdade, uma metáfora para um errinho de nada.
Pois estou aqui quebrando minha promessa porque um fato novo aconteceu. Saiu este mês, em uma revista especializada em língua portuguesa, matéria sobre o assunto. A matéria dizia que Tratava-se, então, de evidente demonstração de que um texto é mau [!!!] escrito, acima de tudo, quando atinge resultado diverso, ou oposto, ao pretendido. (sic) Pois atingiu. Atingiu em cheio nossos olhos de revisor.
Tudo bem, eu serei sempre o primeiro a defender que erros (e sobretudo desse tipo) acontecem com qualquer revisor; mas em uma revista especializada, em uma matéria sobre um erro lingüístico, em um trecho falando sobre texto mal-escrito, não pode, né? Nessa ele vacilou. Cadê o Revisor?