Pode ser súper. Pode ser ultra. Pode ser mega. Pode ser o mais híper dos prefixos.
Não pense que o fixo de seu nome é gratuito. Na pior hipótese, será ligado por hífen ao radical.
Pode ser súper. Pode ser ultra. Pode ser mega. Pode ser o mais híper dos prefixos.
Não pense que o fixo de seu nome é gratuito. Na pior hipótese, será ligado por hífen ao radical.
Surgiu a oportunidade de trabalhar em equipe com outro revisor? Aproveite-a. Você aprende mais, transmite seus conhecimentos e cria um círculo de contatos.
Não receie compartilhar seus clientes. Nunca faltará trabalho para o revisor dedicado.
Você escreve com espaço a unidade de tempo? E a de distância e peso? Que tal a de temperatura?

Então por que você escreveria com espaço a unidade monetária? Quando retira o espaço, você evita quebras malfeitas.
Depois da longa espera de um ano, o Volp voltou a ter sua versão virtual. Parece estar funcionando a contento.
Você não precisa mais desperdiçar dinheiro com um livro cheio de erros e erratas. O impresso continua um belo exemplar para sua coleção.
A subtônica, outrora acentuada, há muito perdeu o acento. Até o Museu da Língua se confunde. Não se admite. Compreende-se.
Mas dois acentos na mesma palavra? Vale lembrar que til é sinal de nasalização.
Ao graduar seu primogênito, meu avô presenteou-o com uma caneta, pois com ela conquistaria (e conquistou) sucesso na profissão.
É nossa principal arma. Merece todo o investimento. Use a mais confortável, que escreva melhor, que apareça mais, que chame a sua atenção, que chame a atenção alheia.
Adore sua caneta. Ela trará seu triunfo.
O revisor, dentre diversas qualidades, deve ter boa cultura geral. O que fazer para adquiri-la? Ler tudo, observar o mundo, brincar.
Você observou, na galera, Cadê o Revisor?
O Vocabulário Ortográfico virtual continua indisponível. A Academia ainda desenvolve
.
Para apaziguar os ânimos, liberou uma grande errata da quinta edição, que prefere denominar correções e aditamentos, com a tola vergonha de confessar eu errei.
O ideal é imprimi-la e anexá-la a seu livro. Por via das dúvidas, evite colar.
Por motivos nada nobres, o virtual segue velho. Deve esperar a queda nas vendas do impresso.
Ele está cheio de erros. Você sabe que a reimpressão terá emendas. Ainda assim, precisa de um urgentemente.
O correto é que sua empresa o compre. O meu não sai de minha mesa.
Você pode ser o melhor dos revisores (acredito mesmo que o seja), mas perderá qualidade se desconhecer a função alheia.
Conheça o processo produtivo. Saiba redigir, ainda que minimamente. Saiba degravar. Saiba traduzir. Pergunte, pratique, estude o trabalho do outro.
Saiba diagramar. Conheça fontes, cores, margens, espaçamentos. Entenda de produção, de criação, de finalização.
Revisor que conhece o processo erra menos.
O hífen mudou. Nossa tão visitada tabela deverá cair em desuso. Para apaziguar os ânimos, temos uma nos moldes do famigerado.
Refere-se ao hífen dos prefixos. Para os compostos, a incógnita é interminável.
Foi a mais sensata mudança do acordo, mas há exceções. Co não tem hífen quando o se repete. Ex, sem, vice e os prefixos acentuados sempre (ou quase) têm. É claro que, quando r e s encontram vogal, ficam duplicados.
O dicionário continua sendo seu melhor amigo.
Adiantaram-se ao Volp. Lançaram tradutores do novo sistema ortográfico.
O mais interessante com que tive contato é do saudoso e revitalizado Caldas Aulete.
O iDicionário Aulete é experimental. Mostra a versão antiga e a reformada das palavras que mudaram, além de levar a um resumo das normas. Providencial para quem está se adaptando às novas regras.
Já está valendo, não está? Contra toda a nossa torcida, ele chegou e parece que vai ficar. Agora torçamos para que os estragos sejam menos devastadores do que esperamos.
Em vez de uma dica, então, uma reunião delas em um teste divertido e instrutivo sobre o novo famigerado acordo ortográfico (que continuo grafando em minúscula por não merecer mais que isso).
A indicação do teste é do amigo Olavo, da comunidade Revisores, fonoaudiólogo dos mais competentes e grande apreciador da língua portuguesa.
Uma das principais qualidades do revisor é a organização. Mais que qualidade, é necessidade. Se o erro gosta de se esconder, prefere os trabalhos desorganizados.
Imprimir é sempre o primeiro passo. Por maior que seja o texto, divido-o em blocos de até vinte páginas devidamente grampeadas (o clipe é inimigo do revisor). Nomeio cliente e trabalho. Numero páginas e cadernos. Detalhes nunca são demais.
Organizar-se é um bom começo para a revisão impecável (ao lado, modelo de retranca para ajudar na organização).

Hoje, com todos os recursos da informática, é desaconselhável a hifenização automática, a não ser em colunas muito estreitas, como as de jornal. Em textos de largura normal, ela é dispensável e até inadequada. Dificulta a leitura, torna o texto esteticamente desagradável e é uma perfeita fonte de erros.
Como resolver os casos em que sobra espaço entre as palavras? Configure o que seu editor chama de espaçamento (você haverá de encontrá-lo na formatação de fonte) e que eu chamo de entreletra, por analogia a entrelinha.
Lembre-se, no entanto, de jamais usar mais de meio ponto de condensação ou expansão, pois prejudicaria muito a leitura.
Você sabe que vocativo, como o nome diz, é um chamamento. Normalmente, é o nome de uma pessoa, ou qualquer palavra que se use para evocá-la.
Você também sabe que vocativo vem sempre entre sinais de pontuação, geralmente vírgulas. Sempre.
Fácil? Agora junte as duas informações, que você já conhecia. Não há como errar (e erra-se tanto!).
Quando estagiário, aprendi com a Mila, chefe da Diagramação, um valioso ensinamento a que recorro diariamente: jamais salve sobre o original um arquivo alterado.
Guarde o texto original, intato, intocável, eternamente. Não importa o que lhe custará de espaço (virtual ou real). Você economizará em dor de cabeça.
Procure sempre realizar a primeira revisão diretamente no editor de textos. Faça-o buscar dois espaços (dois toques na barra de espaço) e substituir por um espaço em todas as ocorrências. Repita o processo até que não haja mais indesejáveis espaços duplos.
É dos erros mais comuns. Raros textos escapam dele. Ainda assim, é dos mais imperceptíveis. Notá-lo demonstra acuidade visual. Esquecê-lo denota desleixo.
E, se você cultiva o hábito de valorar seu trabalho por laudas, não se esqueça de cobrar cada um dos espaços que revisou.
O hífen tem três finalidades: ligar elementos de vocábulo composto, unir pronome átono a verbo (na ênclise e na falecida mesóclise) e dividir palavras na translineação, a hifenização dos editores de texto (só use em caso extremo). Hífen jamais admite espaços ao seu redor.
Travessões são dois. Expressões que denotam ligação, encadeamento — ponte Rio–Niterói, custo–benefício — levam travessão curto, o traço. O longo usa-se no discurso direto ou para isolar o que se queira.
A rigor, é assim. Na prática, aplico o travessão longo apenas em diálogos. Ele é feio. Nos deslocamentos, é visualmente mais agradável empregar o curto. Só não vale hífen. Hífen é mesmo para os casos que vimos antes.
Se, no entanto, seu diagramador reclamar, argumente como a Cássia, ao ouvir do arte-finalista que travessão e hífen não passam de risquinhos: você usa duzentos tons de amarelo e eu nunca reclamei, então não reclame dos meus tracinhos.

É uma das dúvidas mais freqüentes entre escritores, redatores, revisores. Afinal, as aspas fecham antes ou depois do ponto?
A questão é matemática. A gramática, acredite, é lógica. Se o sinal de pontuação (ponto final, de interrogação, vírgula, dois-pontos) pertence ao trecho entre aspas, o ponto fica dentro das aspas. Se não pertence, fica fora. Analisando seu texto com cuidado, você saberá onde as aspas terminam.
A mesma lógica vale para a relação entre a pontuação e o asterisco (ou número sobrescrito) usado na chamada da nota de rodapé: se o ponto pertence à citação…