Pablo Vilela

Archive for the ‘Dica do Mês’ Category

Fora da Ordem

In Dica do Mês on 9 Outubro 2009 at 7:32 pm

EtceteraEm português, a ordem alfabética ignora espaços e diacríticos em geral. Pedaço vem antes de pé de burro.

O Volp esqueceu-se do pormenor. Você perguntaria Cadê o Revisor, mas o caso grave virá em breve.

Grande Ideia

In Dica do Mês on 13 Setembro 2009 at 3:45 pm

O grande legado que o acordo ortográfico nos deixou foi a convicção de que palavras com ditongo perdem o acento, em especial as terminadas por ia (culpa da ideia).

Exemplos recentes, de diversos clientes, dão conta da façanha.

Ditongo

Não se iluda. Quem perdeu o acento foi o ditongo da paroxítona.

Quanto Você Vale?

In Dica do Mês on 4 Agosto 2009 at 1:55 pm

Ele não falava especificamente para nós, mas convém pensar: o que faço para merecer o que quero?

A contribuição é da amiga Gegê. Veja as outras partes da entrevista.

Errata Imortal

In Dica do Mês on 15 Julho 2009 at 11:37 am

O Vocabulário Ortográfico virtual continua indisponível. A Academia ainda desenvolve um nova versão do Volp.

Para apaziguar os ânimos, liberou uma grande errata da quinta edição, que prefere denominar correções e aditamentos, com a tola vergonha de confessar eu errei.

O ideal é imprimi-la e anexá-la a seu livro. Por via das dúvidas, evite colar.

Game da Reforma

In Dica do Mês on 1 Junho 2009 at 9:22 pm

Game ReformaVocê continua achando as novas regras dificílimas? Não sabe o que fazer para decorá-las? Que tal aprender brincando?

Confira se você é bom conhecedor da nova grafia.

E Obrigatório

In Dica do Mês on 7 Maio 2009 at 3:14 am

VolpPor motivos nada nobres, o virtual segue velho. Deve esperar a queda nas vendas do impresso.

Ele está cheio de erros. Você sabe que a reimpressão terá emendas. Ainda assim, precisa de um urgentemente.

O correto é que sua empresa o compre. O meu não sai de minha mesa.

Não Basta Ser Revisor

In Dica do Mês on 15 Abril 2009 at 4:27 am

workaholic1Você pode ser o melhor dos revisores (acredito mesmo que o seja), mas perderá qualidade se desconhecer a função alheia.

Conheça o processo produtivo. Saiba redigir, ainda que minimamente. Saiba degravar. Saiba traduzir. Pergunte, pratique, estude o trabalho do outro.

Saiba diagramar. Conheça fontes, cores, margens, espaçamentos. Entenda de produção, de criação, de finalização.

Revisor que conhece o processo erra menos.

Novos hifens

In Dica do Mês on 6 Março 2009 at 5:53 pm

O hífen mudou. Nossa tão visitada tabela deverá cair em desuso. Para apaziguar os ânimos, temos uma nos moldes do famigerado.

Refere-se ao hífen dos prefixos. Para os compostos, a incógnita é interminável.

Foi a mais sensata mudança do acordo, mas há exceções. Co não tem hífen quando o se repete. Ex, sem, vice e os prefixos acentuados sempre (ou quase) têm. É claro que, quando r e s encontram vogal, ficam duplicados.

O dicionário continua sendo seu melhor amigo.

hifen-nao-2

Tradução Português/Português

In Dica do Mês on 4 Fevereiro 2009 at 11:46 am

Adiantaram-se ao Volp. Lançaram tradutores do novo sistema ortográfico.

O mais interessante com que tive contato é do saudoso e revitalizado Caldas Aulete.

O iDicionário Aulete é experimental. Mostra a versão antiga e a reformada das palavras que mudaram, além de levar a um resumo das normas. Providencial para quem está se adaptando às novas regras.

Está Valendo

In Dica do Mês on 4 Janeiro 2009 at 11:30 pm

Já está valendo, não está? Contra toda a nossa torcida, ele chegou e parece que vai ficar. Agora torçamos para que os estragos sejam menos devastadores do que esperamos.

Em vez de uma dica, então, uma reunião delas em um teste divertido e instrutivo sobre o novo famigerado acordo ortográfico (que continuo grafando em minúscula por não merecer mais que isso).

A indicação do teste é do amigo Olavo, da comunidade Revisores, fonoaudiólogo dos mais competentes e grande apreciador da língua portuguesa.

Divirta-se e aprenda.

Organização

In Dica do Mês on 23 Dezembro 2008 at 3:05 am

Uma das principais qualidades do revisor é a organização. Mais que qualidade, é necessidade. Se o erro gosta de se esconder, prefere os trabalhos desorganizados.

retranca

Imprimir é sempre o primeiro passo. Por maior que seja o texto, divido-o em blocos de até vinte páginas devidamente grampeadas (o clipe é inimigo do revisor). Nomeio cliente e trabalho. Numero páginas e cadernos. Detalhes nunca são demais.

Organizar-se é um bom começo para a revisão impecável (ao lado, modelo de retranca para ajudar na organização).

Entreletra

In Dica do Mês on 5 Novembro 2008 at 10:13 am

cade-entreletra

Hoje, com todos os recursos da informática, é desaconselhável a hifenização automática, a não ser em colunas muito estreitas, como as de jornal. Em textos de largura normal, ela é dispensável e até inadequada. Dificulta a leitura, torna o texto esteticamente desagradável e é uma perfeita fonte de erros.

Como resolver os casos em que sobra espaço entre as palavras? Configure o que seu editor chama de espaçamento (você haverá de encontrá-lo na formatação de fonte) e que eu chamo de entreletra, por analogia a entrelinha.

Lembre-se, no entanto, de jamais usar mais de meio ponto de condensação ou expansão, pois prejudicaria muito a leitura.

Ei, Revisor

In Dica do Mês on 8 Outubro 2008 at 3:54 am

Você sabe que vocativo, como o nome diz, é um chamamento. Normalmente, é o nome de uma pessoa, ou qualquer palavra que se use para evocá-la.

Você também sabe que vocativo vem sempre entre sinais de pontuação, geralmente vírgulas. Sempre.

Fácil? Agora junte as duas informações, que você já conhecia. Não há como errar (e erra-se tanto!).

Salve o Original

In Dica do Mês on 8 Setembro 2008 at 7:54 am

Quando estagiário, aprendi com a Mila, chefe da Diagramação, um valioso ensinamento a que recorro diariamente: jamais salve sobre o original um arquivo alterado.

Guarde o texto original, intato, intocável, eternamente. Não importa o que lhe custará de espaço (virtual ou real). Você economizará em dor de cabeça.

Espaço Duplo

In Dica do Mês on 4 Agosto 2008 at 6:33 pm

Procure sempre realizar a primeira revisão diretamente no editor de textos. Faça-o buscar dois espaços (dois toques na barra de espaço) e substituir por um espaço em todas as ocorrências. Repita o processo até que não haja mais indesejáveis espaços duplos.

É dos erros mais comuns. Raros textos escapam dele. Ainda assim, é dos mais imperceptíveis. Notá-lo demonstra acuidade visual. Esquecê-lo denota desleixo.

E, se você cultiva o hábito de valorar seu trabalho por laudas, não se esqueça de cobrar cada um dos espaços que revisou.

Travessão

In Dica do Mês on 7 Julho 2008 at 7:47 pm

O hífen tem três finalidades: ligar elementos de vocábulo composto, unir pronome átono a verbo (na ênclise e na falecida mesóclise) e dividir palavras na translineação, a hifenização dos editores de texto (só use em caso extremo). Hífen jamais admite espaços ao seu redor.

Travessões são dois. Expressões que denotam ligação, encadeamento — ponte Rio–Niterói, custo–benefício — levam travessão curto, o traço. O longo usa-se no discurso direto ou para isolar o que se queira.

A rigor, é assim. Na prática, aplico o travessão longo apenas em diálogos. Ele é feio. Nos deslocamentos, é visualmente mais agradável empregar o curto. Só não vale hífen. Hífen é mesmo para os casos que vimos antes.

Se, no entanto, seu diagramador reclamar, argumente como a Cássia, ao ouvir do arte-finalista que travessão e hífen não passam de risquinhos: você usa duzentos tons de amarelo e eu nunca reclamei, então não reclame dos meus tracinhos.

Ponto e Aspas

In Dica do Mês on 2 Junho 2008 at 6:01 am

É uma das dúvidas mais freqüentes entre escritores, redatores, revisores. Afinal, as aspas fecham antes ou depois do ponto?

A questão é matemática. A gramática, acredite, é lógica. Se o sinal de pontuação (ponto final, de interrogação, vírgula, dois-pontos) pertence ao trecho entre aspas, o ponto fica dentro das aspas. Se não pertence, fica fora. Analisando seu texto com cuidado, você saberá onde as aspas terminam.

A mesma lógica vale para a relação entre a pontuação e o asterisco (ou número sobrescrito) usado na chamada da nota de rodapé: se o ponto pertence à citação…

Os Três Mandamentos

In Dica do Mês on 5 Maio 2008 at 9:43 pm

Estes mandamentos foram elaborados pelo Tom e estão na parede de seu escritório. Servem para todos os revisores. Ponha-os na parede de seu local de trabalho.

Faça apenas alterações que você possa justificar.

Só altere se for realmente necessário.

E acrescento o mais batido dos mandamentos.

O cliente tem sempre razão.

Esmola Literária

In Dica do Mês on 7 Abril 2008 at 3:18 am

Não sinta seus princípios agredidos. O fato é que sempre cri haver melhor forma de ajudar os necessitados que a esmola. Não pelo ato em si, mas porque não há como saber se o dinheiro será bem-empregado (em geral não o é).

A idéia de Nelson Cruz e de sua esposa Marilda Castanha, ambos escritores e ilustradores, parece-me a solução ideal. Eles respondiam a uma enquete da Folha de S.Paulo (com ponto e sem espaço), que encontrei nos Diários da Bicicleta e que você só lerá se for assinante.

Nós sempre andamos com livros no carro. Quando somos abordados por crianças nos semáforos, doamos livros em vez de dinheiro. Elas voltam para a calçada e começam a folhear.

Providenciei alguns para meu porta-luvas. Já separou os seus?

Literatura Específica

In Dica do Mês on 3 Março 2008 at 11:27 pm

Sugestão da Anny, a dica do mês é uma lista dos livros que mais uso como revisor. Claro que sua lista será diferente da minha. Uns gostam de determinado autor, uns têm dificuldade com certo tema, uns têm cliente que impõe normas específicas. Enfim, o trabalho de cada um tem pormenores que pedem diferentes obras. Listo uma literatura útil para nós, revisores de todos os gêneros textuais, estilos e graus de experiência.

1. Gramáticas

Digam o que disserem, revisor precisa dominar a gramática normativa. O cliente exige esse domínio. Mesmo as escolares, de Cegalla, Terra, ou do autor de sua preferência, serão úteis. Para se aprofundar no estudo, prefira os clássicos Bechara, Cunha ou Rocha Lima.

2. Dicionários de língua portuguesa

Mantenha seu dicionário a uma distância segura. Não importa o que aconteça, não se separe dele. Existem hoje dois dicionários de língua portuguesa: Aurélio e Houaiss. Desconsidere qualquer outro. Abuse da informática e prefira os eletrônicos: mais práticos, baratos, portáteis e com ferramentas extras. Não se esqueça de que pirataria é crime.

3. Dicionários diversos

Quanto mais dicionários tiver, mais preparado para as dificuldades da profissão você estará. Tenha os de língua estrangeira (ao menos as mais faladas), de lingüística, específicos da área em que atua, todos que chegarem a suas mãos. Tenha, principalmente, um de regência nominal (a verbal está no dicionário de português).

4. Literatura específica

Por fim, há os livros específicos sobre revisão de textos. Há? Bem, até há. São poucos e obsoletos, mas contam a história da profissão, de quando ainda éramos conhecidos como revisores tipográficos. Velhos tempos, mas bonitos de se conhecer.

Há ainda o Volp, a NGB, a ABNT e outras siglas, mas isso é assunto para outro momento.

Desculpas Esfarrapadas

In Dica do Mês on 4 Fevereiro 2008 at 3:59 am

Chega o carnaval, é hora de iniciar o ano. Os trabalhos naturalmente começam a aparecer com mais freqüência. Há, porém, de se tomar cuidado com alguns perigos que acompanham a alta temporada de trabalho.

A dica deste mês é inspirada por um tópico do Minha Língua, blogue do Charleston Fernandes: As dez desculpas mais ouvidas por um revisor freelancer (volte aqui depois de ler as desculpas).

O que fazer para não ser enganado e para não ter seu trabalho depreciado? Seja profissional (parece óbvio, mas é difícil onde se está habituado à informalidade): tenha referências do cliente, conheça-o e combine todos os termos antecipadamente, firme contrato, emita nota fiscal ou recibo e jamais cobre menos que o valor justo pelo seu trabalho.

Se fizer tudo isso, o problema está resolvido? Não. A possibilidade de contratempos, no entanto, diminui bastante. Se, ainda assim, um cliente tentar enganá-lo, é melhor abandonar o mau cliente e dedicar-se aos que lhe dão a devida valorização profissional.

Uso do Hífen

In Dica do Mês on 6 Janeiro 2008 at 9:37 pm

O uso do hífen é uma das maiores complicações da língua portuguesa, já que apresenta vários pormenores. Nem o maior dos especialistas em gramática há de escapar de uma dúvida de vez em quando.

Há alguns anos, formulei uma tabela (com base em outra que recebi do Professor Filemon) que descreve o uso do hífen com os principais prefixos do português. Imprimi-a e ela me acompanha aonde quer que eu vá.

A tabela mostra a relação entre o prefixo e a primeira letra da palavra que ele acompanha.

hifen.jpg

Convém destacar que os prefixos de formação erudita, aqueles usados sobretudo na linguagem científica (bio, endo, macro, mini, tetra, etc.), devem ser usados sempre sem hífen.

Já os prefixos tônicos (pré, pró, pára, recém, pós, etc.) são sempre com hífen. Só tome cuidado para não os confundir com pre (preexistente), pro (proativo), para (parassimpático), pos (pospor).

A exceção da tabela fica por conta de extraordinário, que a rigor deveria ter hífen, mas sabemos que não o tem.

Na dúvida, o dicionário é seu melhor amigo.

Em 2009 os hifens mudaram. Agora a regra é assim.

Livro sobre Crase

In Dica do Mês on 2 Dezembro 2007 at 2:11 am

Queria um livro sobre crase. Sei que há, mas quero algo sucinto e que, ainda assim, dê conta de todos os casos. Quer saber? Vou escrever um e vou começar já:

Usa-se o acento grave indicador de crase na junção da preposição a com o artigo feminino a, ou seja, só antes de substantivo feminino acompanhado de artigo e preposição.

Há três (só três) casos especialíssimos e relativamente raros, se comparados ao anterior. Nada de exceção, apenas casos especiais.

Um deles é quando, em vez do artigo, temos pronome demonstrativo a ou aquele (e seus derivados), que podem ser usados um pelo outro indiscriminadamente.

Outro caso é quando se subentende a expressão à moda de (bom lembrar que a passarinho e a cavalo não são à moda dos bichinhos).

O último caso é com locução adverbial feminina que indique circunstância, como à vista e à distância, para evitar ambigüidade. O acento não é obrigatório, mas é recomendável.

Fim. Interessados em publicar um livro de meia página podem entrar em contato.

Abaixo de Zero

In Dica do Mês on 5 Novembro 2007 at 3:28 am

teclas.jpgEm primeiro lugar, olhe atentamente para o seu teclado. Se você tem um teclado nos padrões nacionais, verá, perto do botão enter, duas teclas bem parecidas, cada qual com um pequeno círculo. A diferença é que, em uma delas, o círculo estará sublinhado. Você já se perguntou o porquê dessa sutil diferença?

É simples. O círculo sozinho é tão-somente o símbolo de grau. O outro, sublinhado, na verdade não é exatamente um círculo, é ninguém menos que a letra o sobrescrita. Com ela marcamos a abreviatura de palavras masculinas, como nº, além dos numerais ordinais.

cerveja.jpg

Nos tempos pós-datilografia, no entanto, você pode perfeitamente dispensar o sublinhado e deixar apenas a letra o sobrescrita, cuidando para não se confundir com o símbolo de grau. Ainda que sutil, a diferença existe.

Pois o dono do restaurante onde almocei ontem não sabia de nada disso. Só percebi que sua cerveja estava gelada a temperaturas abaixo de 0°C – e que ele não estava ordenando algo que eu não conseguia identificar – depois de feita a digestão.

Estante Virtual

In Dica do Mês on 9 Outubro 2007 at 4:01 am

composition-work-8-by-friendofe.jpgAtitudes aparentemente simples podem ter resultados grandiosos. Eu não estava lá, mas certamente foi assim quando descobriram o fogo ou inventaram a roda.

Nos tempos da informática, ocorrem invenções e descobertas diariamente. Há uma, no entanto, que surgiu para mudar os rumos de nossa (pelo menos da minha) vida. Chama-se Estante Virtual, um grande e crescente acervo de sebos em que você encontrará aquele livro que tinha certeza de que não veria nunca mais.

Não por acaso, a Estante já foi parar na Carta Capital (recomendo a leitura da matéria) e agora está na Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

É indispensável, porém, o alerta (não, não vou bater na tecla dos cuidados ao comprar mercadorias na internet): a economia que você fizer na compra de livros, use-a para comprar uma estante nova (na minha já não há espaço).

Feira do Livro

In Dica do Mês on 2 Setembro 2007 at 8:16 pm

O local é péssimo? Sim, na calçada em volta de um dos shoppings mais movimentados de Brasília (a iniciativa de manter a feira durante a reforma do Centro de Convenções foi linda, mas já passou da hora de voltar para lá).

A acústica e as acomodações para as palestras e demais eventos são horríveis? Sim.

Sente-se falta de algumas das principais livrarias e de mais sebos? Sim.

Faltam boas ofertas, pacotes, promoções, descontos? Certamente.

Apesar de estar na 26ª edição, a feira ainda tem uma aparência mambembe? Sim.

Por que, então, eu deveria ir à 26ª Feira do Livro de Brasília? você deve estar se perguntando. Fácil responder:

Porque, mesmo poucas, há boas oportunidades de compras. Porque não é sempre que podemos participar de um grande evento cultural. Porque há várias livrarias no mesmo local. Porque há eventos interessantes para crianças e adultos. Porque cultura, conhecimento, livro são sempre um bom programa.

Junte filhos, sobrinhos, namorada, avós, marido, netos, amigos e aproveite a oportunidade para, além de curtir um momento agradável, adquirir um pouco de cultura. A feira funciona todos os dias até o próximo domingo, dia 9 de setembro.

Erro na Capa

In Dica do Mês on 5 Agosto 2007 at 2:11 pm

A dica este mês é tomar cuidado com as capas. Não há nada pior do que você fazer uma revisão perfeita naquele livro, naquela revista, naquele fôlder, e logo na capa, no título, faltar uma letra, um acento. Está destruído seu trabalho, com requintes de crueldade. Durante semanas, meses, talvez anos, o erro será lembrado e servirá de exemplo para os mais impiedosos caçadores de erros grotescos.

Revise com redobrada atenção as capas, títulos e todos os textos de pequena extensão que apareçam em destaque. É neles que os erros se tornam mais visíveis.

Códigos de Revisão

In Dica do Mês on 1 Julho 2007 at 1:17 am

Códigos de Revisão

Os temidos códigos de revisão não têm motivo algum para ser temidos. Existem para simplificar a vida tanto do revisor quanto do diagramador, arte-finalista ou quem quer que seja responsável pelas emendas.

São símbolos usados há décadas para resumir o que precisaríamos de uma ou mais palavras para dizer. Então, nada de puxar foguetes (setas) do meio do texto. Para facilitar a vida de todo mundo, usemos os códigos criados para isso.

Esta tabela, que traz alguns dos símbolos mais usados, tem por base várias fontes, além da experiência do dia-a-dia de revisor, e foi construída com a preciosa colaboração do arte-finalista Zé Alves.

Nominalização

In Dica do Mês on 3 Junho 2007 at 3:59 am

A obstacularização da utilização de uma exageração na nominalização como auxiliação na estilização da redação é a caracterização de uma horrorização da manifestação da expressão, ou seja, o problema de nominalizar é que o texto fica horrível.

Vale uma observação: todas as palavras são baseadas em fatos reais.

Assalto

In Dica do Mês on 6 Maio 2007 at 2:45 am

Hoje, em vez de uma, temos várias dicas.

A companhia de teatro, aqui de Brasília, vale cada centavo do ingresso de qualquer de suas peças.

Quanto a o rapaz ter virado assaltante, possivelmente algum cliente se esqueceu de pagar por seu serviço.

Mentira

In Dica do Mês on 1 Abril 2007 at 11:42 pm

Você já deve ter ouvido por aí (confesse, você já disse isso também) que o português é uma língua difícil.

Então experimente decorar os 3 alfabetos japoneses. Tente escrever de trás para frente como os árabes. Represente, com a mesma letra, meia dúzia de sons, como fazem os ingleses. Você usaria com naturalidade aquela infinidade de acentos do francês? Pare para contar quantas declinações têm as línguas nórdicas. E os tons do chinês, que a gente não sabe se fala ou canta!

É, parece que acabou a desculpa para falar e escrever mal em português.

Morreu

In Dica do Mês on 21 Março 2007 at 2:00 am

A topicalização é um recurso perigosíssimo. Pode até matar. Use-a com parcimônia.

Chegando ontem à academia, fui surpreendido pela ausência do professor de spinning – cycling indoor para os mais aba(e)stados –, meu amigo Cláudio.

Perguntei ao dono da academia se não haveria aula, a que me respondeu com pesar: O Cláudio, morreu (e, nos 38 milissegundos que se seguiram, fiquei estupefato) a avó dele.

O Revisor adverte: se morrer, não topicalize.

RIP

E Etc.

In Dica do Mês on 4 Março 2007 at 9:35 pm

No tempo em que o césar compartilhava com Júpiter o poder sobre os homens, etc. era uma locução conjuntiva.

De lá para cá, deuses desapareceram, imperadores foram substituídos por presidentes, a língua mudou de nome e etc. passou a ser a abreviatura de um substantivo usado para encerrar enumerações. Naturalmente, precedido de vírgula ou (por que não?) da conjunção e, como os demais itens da seqüência.

Infinitivo Flexionado

In Dica do Mês on 4 Fevereiro 2007 at 9:31 pm

A dúvida mais recorrente entre os profissionais da língua é a flexão do infinitivo.

A não ser para preservarmos a eufonia, devemos evitarmos a flexão dos infinitivos, pois eles, sem flexão, ajudam as frases a ficarem mais elegantes.

Experimentem não flexionar.