Pablo Vilela

Atire a Primeira Pedra

In Dia a Dia do Revisor on 7 de fevereiro de 2007 at 12:28 am

Muito se discute, nos cursos de Letras, nas rodas de revisores, de lingüistas, de estudiosos e amantes da língua, sobre a existência do erro. Afinal, quando falamos de língua, podemos falar de erro?

É claro que podemos. O que não podemos é discriminar o erro, menos ainda discriminar quem erra (não esperem que eu caia na tentação de cometer o segundo chavão deste tópico afirmando que “errar é humano”). Esta é a função primeva do revisor: eliminar erros.

Todos (ou melhor, quase todos) podem errar. Médicos não podem, goleiros não podem, revisores não podem. Mas erros acontecem.

E quem nunca errou que atire a primeira pedra (corta para o bêbado, na primeira fileira, que atira uma pedra na testa do padre. — Mas, meu filho, você nunca errou? — Desta distância nunca!).

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  1. Oi, Pablo!
    Passei pra dizer que seu blog tá muito bacana. Já virei fã. Abraço!

  2. É muito divertido ser chavão! Imagino o tempo que você gastou decidindo se confessava ou não que pensou no “errar é humano”… *rs

    beijoca.

  3. É verdade… Depois do jogo da seleção brasileira contra Portugal eu diria que técnicos também não deveriam errar na escalação… Mas erram…
    Voltando. Com certeza quando nos expressamos na fala ocorre uma tolerância muito maior aos “erros”, mas o texto escrito costuma estar muito mais sujeito as observações e a as criticas.
    Dependendo de quem lê, o conteúdo passa a estar em segundo plano diante daquela expressão ou concordância que foge as normas da gramática…

  4. Pois é cara, quando comento no bloogs dos outros, e ateh no meu msm, escrevo contraído, ou seja, “vc eh emo porra!!”

  5. aff, escrevi mo texto e não saiu ali /\
    bom, ja vi blogs escrevendo a palavra “texto” com s: testo, huaha, teste drive??

  6. Pablo, eu sou um tanto adepta da sociolingüística (algo que, pelo que vi na comuna, você não é, hehehe). Por isso, fico um pouco incomodada com a palavra “erro”. Acho que tudo depende do contexto, das pessoas envolvidas, etc, etc, etc.

    Ah, fundamental essa piadinha infame do bêbado no post. Também tinha pensado nela na hora! hahahahaha!

  7. Oi Pablo, navegando por aí encontrei o seu blog e a maravilhosa declaração de amor da Clarice à língua portuguesa. Surrupiei-a para o meu blog, mas citei você, viu? Um beijo e obrigada!

  8. Que engraçado, diz-se que quando Jesus falou a mesma frase célebre, diante de Madalena, um português fez a mesma coisa que o bêbado — atirou a pedra! A propósito: sem preconceitos, é apenas uma piada…

  9. Muito bem, Pablo! Realmente, revisores, médicos e goleiros precisam usar todo tipo de proteção, além dos sortilégios, contra essa (inevitável) entidade chamada “Erro” … Ai, que medo! rsrs

  10. Se o erro não existísse, eu seria Don Quijote de la Mancha a bater em um moinho pensando ser herói.

  11. Hahahahahahaa! Adorei!!!!!!!!! Me fez lembrar das nossas discussòes na cozinha da sua casa!!! =)
    Saudade!
    Beijào!

  12. Huahuahua!
    Caraca, Pablo, tu é o melhor!
    É por isso q eu te amo! xD
    Bju!!!!

  13. Bom… Eu nunca errei, mas também nunca acertei.

  14. Estou escrevendo um romance em que um personagem é um homem muito rico, que só bebe uísque francês e champanhe escocesa, quando dizem para ele que seria o contrário ele diz que é muito rico mesmo, por isto isto é possível, mas eu ainda não cheguei nesta parte.

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