Pablo Vilela

Hortografia

In Outras Revisões on 2 de março de 2007 at 8:09 pm

Meditando sobre “dansar” – que Guimarães Rosa grafa com “s” por considerar que a cedilha atrapalha o movimento da palavra por prendê-la à linha –, perguntei-me:

Apuntes de Educación

Vicente Barberá Albalat

Mas, a final, a hortografia é inportante? Trata se de uma questão ecenssial ou é uma criassão da mente umana para conplicar as coizas e dificultar o asseço ao conhecimento? Trata se de uma comsecuência de expecialisação ou só serve para xatear?

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  1. “‘dansar’ – que Guimarães Rosa grafa com “s” por considerar que a cedilha atrapalha o movimento da palavra por prendê-la à linha”

    Por algum motivo, não consegui prestar atenção em mais nada depois de ler isso. AMEI.

  2. A minha opinião sobre esse assunto polêmico é:

    1) A ortografia é essencial, principalmente para não confundirmos palavras bem parecidas, ex.: eminente com iminente; incipiente com insipiente; etc.

    2) Contundo, como dizia meu ilustre professor Perozim, poderia haver uma reforma ortográfica e escrevermos como se fala, ou seja, foneticamente.

  3. Acho que, de maneira geral, a ortografia serve para “organizar” as coisas; algumas vezes, como disse o Vinícius, elimina a confusão. Outras vezes, porém, ela complica um pouco as coisas. Mas, no fim das contas, melhor com ela do que sem.

  4. Ah, se é essencial eu não sei…Mas se eu pudesse ter essa licença poética, escrevia “danssar”, já que “dansa” boa é aquela que se dança a dois..

  5. Lembrei de um texto que havia escrito parodiando um texto de Barthes, sobre ortografia.
    Coloquei no meu blog:
    http://tzal.org/index.php?site=fabiana

  6. Preciso explicar melhor uma coisa. Quando eu disse que deveríamos escrever como se fala, não quis dizer que cada um deveria escrever de acordo com o sua fala, sotaque, exemplo, o carioca escrever trêix (três) ou o minero belizont (Belo Horizonte), mas sim escrever “s” quando tiver som de “s” e “z” quanto tiver som de “z”, exemplos.
    Realmente, como o Pablo disse para mim, o melhor é deixar como está.

  7. bom cara, quando eu li esse “H”ortorgafia eu pensei: “qual foi a biba que escreveu isso” ai eu vi q foi vc!! (retirei o biba) mas ai eu pensei “puta que paril, esse cara fumou o que??” agora eu “H”entendi túdo qi vossê, dice

  8. É tão difícil assim aprender a ortografia ou é preguiça mental?

    Bastam algumas regras e um pouco de memória visual (esta última possível apenas para quem lê).

    E se lembrar as regras dá trabalho, podem-se observar as palavras sublinhadas no Word e/ou consultar um dicionário (para alguns, que o tem no computador, é mais fácil ainda).

    Isso me fez lembrar de outro texto que postei no meu blog, “Não repara”, em http://tzal.org/fabinca_post-Nao+repara

    Desculpa, Pablo. A intenção não é vir aqui para divulgar o meu blog…

  9. Hahah adorei essa do Rosa. Concordo plenamente cm ele.
    Odeio essa “rigidez” em que querem alguns colocar a língua. Ora… a língua é um rio…

    Abraços.
    Inté!

  10. Mas até mesmo os rios têm um curso definido. 😉

  11. Eu li livros com dansar, acredito que era grafia antiga.

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