Pablo Vilela

Programa de Domingo

In Dia a Dia do Revisor on 21 de maio de 2007 at 1:21 am

Ontem, em uma roda de amigos que aproveitavam o ensolarado domingo para estudar os meandros da língua portuguesa no subsolo de uma biblioteca, minha confiança na revisão de textos foi mais uma vez testada.

O comentário, velho conhecido (mas nem por isso menos hostil): Não há campo para o revisor. A ninguém interessa se o texto é bom ou ruim.

Depois do arrepio e do inevitável olhar de reprovação, a resposta: Engana-se, colega. O homem é aquele que está sempre em busca do poder; a palavra, seu meio mais eficaz; o revisor, seu guia.

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  1. … infelizmente está mais para cão guia…

  2. E por falar em revisão, revisores, coisas revisadas..ops, textos revisados, a revisar…Há segredos pra ser um bom revisor ?
    Vocês revisores contagiam…

  3. Confesso que travei a partir de “domingo ensolarado subsolo de biblioteca”. Não faz sentido. *rs

  4. Não acho que não haja mais campo para a revisão. Pelo contrário, como as pessoas escrevem cada vez pior, mais precisam de revisores. Entretanto, a maioria das pessoas não se importa mesmo. E, além disso, a maioria das pessoas não é capaz de ver os erros…

    Penso o tempo todo nisso.

  5. Eu é que agradeço aos comentários carinhosos no meu blog!

    Abraços!

  6. Quem disse que somos bons revisores, Karenina?

  7. Campo para o revisor… fiquei pensando em como está em voga o termo “redator” na área de publicidade. A julgar pelas chamadas, slogans, campanhas que tenho visto, os redatores sobreviverão, eles sim, mas em um mundo em que os revisores forem extintos, pois aí esacaparão das críticas e continuarão poluindo visualmente nossas fachadas e ruas com pérolas como “anuncie aquí”, “compras áprazo” “estaremos aberto no feriado”. Idiocracy is here.

  8. Tu viu “Idiocracy”, Jake? Não comentou nada… Tu achas que já está acontecendo como no filme ou será nosso futuro? Falei do filme no texto “O dia em que o mundo não ler”, http://tzal.org/fabinca_post-O+dia+em+que+o+mundo+nao+ler

  9. Sim, Fabi, vi Idiocracy. Penso que já há muito do filme em nosso dia-a-dia. Repare nas propagandas, nos slogans. Eles não dizem mais muito sobre o produto, nada inteligente e difícil de assimilar. O que há são frases prontas “torra-torra, superpromoção, mega, maxi, plus”… Essas palavras remetem ao tônico que em Idiocracy substitui a água, era um suposto líquido que os “bombava”… Acredito que a linguagem hoje em dia está ficando “bombada”.

  10. Ia comentar de novo sobre o filme aqui, mas achei melhor comentar no meu blog, já que vocês comentaram lá também.

    http://tzal.org/fabinca_post-O+dia+em+que+o+mundo+nao+ler

  11. De tanto que não se deve apegar a detalhes que até homofobia acaba sendo crime.

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