Pablo Vilela

Archive for novembro \30\UTC 2007|Monthly archive page

Perda de Tempo

In Outras Revisões on 30 de novembro de 2007 at 12:37 am

Não que eu concorde inteiramente, mas não deixa de ser uma visão interessante.

Perda de Tempo

George Bernard Shaw

Eis o que eu chamo perder tempo… Nada há sobre a Terra tão precioso como um bonito livro, com as colunas bem feitas, duma escritura em rica tinta negra, com belas cercaduras e lindas imagens iluminadas, sabiamente intercaladas na página. Mas em nossos dias, ao invés de olhar os livros, as pessoas os lêem.

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Lesen Sie

In Dia a Dia do Revisor on 28 de novembro de 2007 at 12:55 am

A livraria Fischer adverte: a leitura é prejudicial à ignorância.

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A frase bem-humorada encontrada pela Ulrike na sacolinha da livraria do senhor Fischer bem que poderia virar anúncio do Ministério da Educação do lado de cá do Atlântico. Já que exportamos os bancos de livros, nada mais justo que importar essa idéia.

Pensando bem, alguém acabaria considerando-a politicamente incorreta e vetaria a campanha. Se lessem mais, quem sabe?

1.500 Livros

In Dia a Dia do Revisor on 25 de novembro de 2007 at 1:02 am

Isto mesmo: 1.500 livros. Este foi o resultado final das doações para a Parada Cultural no Dia do Livro na Link. Foram 500 livros doados pelos funcionários, amigos e parceiros da agência. Mais 500 livros doados pela própria agência. Outros 500 gentilmente doados pela Cope Livros.

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É a prova de que, com um pouco de esforço e boa vontade, podemos distribuir melhor a cultura e o conhecimento.

Ler ou Escrever

In Outras Revisões on 23 de novembro de 2007 at 11:24 am

Isto, por exemplo, eu gostaria de escrever.

Ler ou escrever

Jorge Luis Borges

Tenho para mim que sou essencialmente um leitor. Como sabem, eu me aventurei na escrita; mas acho que o que li é muito mais importante do que o que escrevi. Pois a pessoa lê o que gosta – porém não escreve o que gostaria de escrever, e sim o que é capaz de escrever.

Vinhetas

In Dia a Dia do Revisor on 21 de novembro de 2007 at 12:38 am

Não sou nem de assistir à televisão, muito menos de me empolgar com o que esta ou aquela emissora põe no ar.

Tenho, no entanto, de admitir que já há algum tempo me admira a beleza, a leveza das vinhetas que antecedem e sucedem os intervalos dos filmes da Globo, o famoso plim-plim.

Se você ainda não notou, repare que agora todas têm o livro como tema, sempre mostrando a importância do livro em nossa vida. Uma mais sensível que a outra.

Vale a pena esperar uns segundinhos a mais antes de trocar de canal.

Bomba

In Cadê o Revisor? on 19 de novembro de 2007 at 1:09 am

Por sorte, a polícia campineira desarmou uma bomba contra a língua portuguesa antes que a explosão (ou esplosão?) causasse maiores estragos (ou seriam extragos?).

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Não havia, na verdade, bomba alguma dentro da maleta, mas um alto-falante que gritava: Cadê o Revisor?

Neologismo

In Outras Revisões on 17 de novembro de 2007 at 11:54 pm

Na última manhã, o jornalista Zeca Camargo foi entrevistado no programa da Angélica (que está de licença). A entrevista se passou no Museu da Língua, mas infelizmente não pode ser encontrada na página da Globo.

Em determinado momento, entrevistado e repórter conversavam sobre a formação de novas palavras na língua portuguesa, o que me lembrou como tudo isso começou e tomou corpo.

Emília no País da Gramática

Monteiro Lobato

— Mexo e remexo! — replicou a boneca, batendo o pezinho, e foi e abriu a porta e soltou o Neologismo, dizendo: — Vá passear entre os vivos e forme quantas palavras novas quiser. E, se alguém tentar prendê-lo, grite por mim, que mandarei o meu rinoceronte em seu socorro.

Dona Sintaxe ficou um tanto passada com aquele rompante da Emília, mas nada disse.

Louca Herança

In Preciosidades on 15 de novembro de 2007 at 12:14 am

Tem muito brasileiro que não gosta de ler mesmo, talvez a maioria. Mas também, quando brasileiro lê, lê loucamente, lê quase tudo que encontra… Meus filhos, se eu os tiver, herdarão essa loucura.

Laís

Lição para o Dia-a-Dia

In Outras Revisões on 12 de novembro de 2007 at 5:48 pm

Em nossa vida atribulada, às vezes não nos sobra tempo para nada, mas há coisas das quais não deveríamos nos privar.

Lição para o Dia-a-Dia

Johann Wolfgang von Goethe

Deveríamos, todos os dias, ouvir uma pequena canção, ler um bom poema, ver uma boa pintura e, se possível, dizer umas poucas, mas razoáveis palavras.

Impório Santa Maria

In Cadê o Revisor? on 9 de novembro de 2007 at 6:18 pm

Você deve se lembrar de que ano passado um interceptador de veículo roubado foi preso por circular com placa de Frorianópolis.

Você se lembra também de que, às vésperas do Dia do Revisor, o delegado Sotero prendeu um falso advogado por homicídio à língua portuguesa.

Pois o crime contra a língua está cada vez mais organizado. Desta vez, uma quadrilha de oito pessoas foi presa em São Paulo na tentativa de assalto com um carro que levava escrito o nome Impório Santa Maria. Note que os bandidos tinham convicção de que empório se escreve com i, já que o endereço de internet gravado no carro também se inicia com essa letra.

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Nossas fontes dão conta de que o policial já está recebendo propostas de várias editoras para trabalhar como revisor. E que os bandidos continuem sem saber Cadê o Revisor.

Bom para Especialistas?

In Dia a Dia do Revisor on 7 de novembro de 2007 at 11:03 am

Uma colega achou o Museu da Língua Portuguesa um tanto superficial, mais interessante para leigos que para especialistas.

Pus-me a pensar sobre a razão de ser dos museus e, principalmente, sobre o museu em questão. Estou longe de ser um museólogo (nunca estudei profundamente a respeito), sou um mero admirador de museus e profundo idólatra do Museu da Língua. Considero, inclusive, que uma visita a esse museu deve constar da lista daquelas coisas que todos devemos fazer enquanto estamos neste mundo.

Afinal, a que se prestam os museus? Entendidos dizem que o museu tem quatro funções primordiais:

• Decorar – o Museu da Língua é belíssimo, construído no interior de uma antiga (mas ativa) estação de trem. Uma linda arquitetura em estilo inglês que casa com o espetáculo de sons, luzes, imagens encontrado em seu interior.

• Memorar – a memória da língua portuguesa está representada, de uma parede a outra, desde a árvore genealógica até o mapa de sotaques do Brasil. Para completar, mais de 100 metros de vídeo sobre a cultura da língua portuguesa.

• Educar – crianças e jovens se aglomeram deslumbrados por todas as esquinas do museu, afinal é principalmente para eles que um museu é feito.

• Venerar – se tem uma coisa que o Museu da Língua faz é adorar a língua portuguesa. A Praça da Língua é de arrepiar o mais frio dos mortais. Nas exposições temporárias, veneram-se escritores que veneraram nossa língua.

Especialistas, estudiosos, desejosos de aprofundamento teórico, para esses existem as bibliotecas. Ainda assim, descontrair e se emocionar não faz mal a ninguém.

Abaixo de Zero

In Dica do Mês on 5 de novembro de 2007 at 3:28 am

teclas.jpgEm primeiro lugar, olhe atentamente para o seu teclado. Se você tem um teclado nos padrões nacionais, verá, perto do botão enter, duas teclas bem parecidas, cada qual com um pequeno círculo. A diferença é que, em uma delas, o círculo estará sublinhado. Você já se perguntou o porquê dessa sutil diferença?

É simples. O círculo sozinho é tão-somente o símbolo de grau. O outro, sublinhado, na verdade não é exatamente um círculo, é ninguém menos que a letra o sobrescrita. Com ela marcamos a abreviatura de palavras masculinas, como nº, além dos numerais ordinais.

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Nos tempos pós-datilografia, no entanto, você pode perfeitamente dispensar o sublinhado e deixar apenas a letra o sobrescrita, cuidando para não se confundir com o símbolo de grau. Ainda que sutil, a diferença existe.

Pois o dono do restaurante onde almocei ontem não sabia de nada disso. Só percebi que sua cerveja estava gelada a temperaturas abaixo de 0°C – e que ele não estava ordenando algo que eu não conseguia identificar – depois de feita a digestão.

Imprescindível

In Outras Revisões on 2 de novembro de 2007 at 11:54 pm

Mesmo quarenta e um anos depois, guardadas as diferenças tecnológicas, a importância do revisor continua a mesma.

Imprescindível

R. P. de Azambuja

Nenhuma oficina gráfica, por mínima que seja, pode prescindir do trabalho do revisor.

Desde as mais modestas até as de grandes recursos, a todas é indispensável o trabalho do revisor, para que a sua produção – isenta dos senões que a humana imperfeição é capaz de corrigir – possa ser considerada pelo menos boa.