Pablo Vilela

Livro sobre Crase

In Dica do Mês on 2 de dezembro de 2007 at 2:11 am

Queria um livro sobre crase. Sei que há, mas quero algo sucinto e que, ainda assim, dê conta de todos os casos. Quer saber? Vou escrever um e vou começar já:

Usa-se o acento grave indicador de crase na junção da preposição a com o artigo feminino a, ou seja, só antes de substantivo feminino acompanhado de artigo e preposição.

Há três (só três) casos especialíssimos e relativamente raros, se comparados ao anterior. Nada de exceção, apenas casos especiais.

Um deles é quando, em vez do artigo, temos pronome demonstrativo a ou aquele (e seus derivados), que podem ser usados um pelo outro indiscriminadamente.

Outro caso é quando se subentende a expressão à moda de (bom lembrar que a passarinho e a cavalo não são à moda dos bichinhos).

O último caso é com locução adverbial feminina que indique circunstância, como à vista e à distância, para evitar ambigüidade. O acento não é obrigatório, mas é recomendável.

Fim. Interessados em publicar um livro de meia página podem entrar em contato.

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  1. Recomendável em “a distância”?

  2. Eu recomendaria em geral o uso do acento. O MEC usa sem o acento grave. No caso específico de curso a ser aprovado pelo MEC, é mais conveniente aderir às normas da casa.
    Há um ótimo artigo da professora e revisora Piacentini sobre o tema.

  3. O problema não é a crase, é o terror que as pessoas associam a ela. quando professores, apesar de suas boas intenções, fazem questão de incluir em suas aulas pontos como “casos em que não se usa crase”, acabam fazendo uma salada bem indigesta, misturando o que é essencial e o que não é necessário ser dito. Com um pouco de reflexão, tudo se resolve.

  4. Best-seller a caminho; impressionante como o pessoal tem medo da crase e se enrola tanto com ela; puta negócio simples.

    Vim retribuir a visita e adorei teu blog; além do conteúdo nota 10, o visual é muito bonito e caprichado (ao contrário do meu hehehe).

    Abrazzos!

  5. Se alguém publicar, juro que compro! SEN-SA-CIO-NAL!!

    hehehehe, sua cara, beibi.

  6. Excelente texto. Parabéns!

  7. Crase é assim: fora as exceções de sempre, é como se o mundo se descortinasse à (àà) sua frente. Eu gostaria mesmo é que alguém fizesse um compêndio sobre virgulação. O livrinho do Celso Luft sem dúvida é útil, mas muito feijão-com-arroz. Gostaria de algo mais completo. Se alguém souber…

  8. Muito obrigado pelos comentários e elogios, pessoal.
    E é isso mesmo, Fábio: o maior problema da crase é o medo que as pessoas têm dela. Não há dificuldade alguma.
    Já quanto à vírgula, Leticia, para não errar é necessário primeiramente um vasto conhecimento sintático. A pontuação é das coisas mais difíceis e importantes da língua.

  9. As pessoas têm é preguiça de aprender a crase (aliás, de aprender muitas coisas), pois não a consideram fundamental. E talvez não seja mesmo.

    Por isso os professores ensinam os casos em que não há crase – supõem que os alunos não aprenderão mesmo a utilizá-la (por falta de vontade) e então tentam pelo menos orientá-los e adverti-los dos casos absurdos para não cometerem os erros gritantes no uso da crase.

    É claro que a postura do professor, de não acreditar no interesse ou na capacidade dos alunos, pode ser condenada, mas há muitas situações em que as pessoas não estão dispostas a dedicar alguns minutos para pensar.

  10. “O último caso é com locução adverbial feminina que indique circunstância”

    Eu pensei que toda e qualquer locução adverbial indicasse circunstância, que pode ser de tempo, modo, lugar, etc

    Não é?

  11. Obs:
    Antes que entendam mal o que eu escrevi acima, deixo claro que foi uma pergunta. Se alguém puder respondê-la, ficaria bastante agredecida

  12. […] Livro sobre Crase – primeiro livro que escrevi (de muitos, espero). Na verdade, uma brincadeira para mostrar que […]

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