Pablo Vilela

A Biblioteca

In Outras Revisões on 18 de janeiro de 2008 at 2:24 pm

Quando criança, uma diversão nas férias em família era vivenciar momentos maravilhosos, antes de dormir na cama improvisada da biblioteca de meu avô, passando a mão pelos livros e admirando as lombadas. A sensação era a mesma vivida pela Menina que roubava livros.

maos-e-livros.jpg

A Biblioteca

Marcus Zusak

Correu o dorso da mão pela primeira prateleira, ouvindo o arrastar de suas unhas deslizar pela espinha dorsal de cada livro. Soava como um instrumento, ou como as notas de pés em correria. Ela usou as duas mãos. Passou-as correndo. Uma estante encostada em outra. E riu. (…) Em quantos livros havia tocado? Quantos havia sentido?

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  1. – cheguei nesse blog por acaso, mas acho que não poderia ter me conquistado de melhor forma: encontrar logo de cara uma citação de A Menina Que Roubava Livros.

    favoritei. (:

  2. Vocês conhecem esse conto do João Ubaldo. Chama-se Memória de livros. Quando li, me identifiquei prontamente com a última citada. Esta sou eu.
    (…) “Nada, porém, era como os livros. Toda a família sempre foi obsecada por livros e às vezes ainda arma brigas ferozes por causa de livros, entre acusações mútuas de furto ou apropriação indébita. Meu avô furtava livros de meu pai, meu pai furtava livros de meu avô, eu furtava livros de meu pai e minha irmã, até hoje, furta livros de todos nós.” (…)
    Ps. Estou na página 169 da “Menina que roubava livros” e apaixonada pela poesia do Markus Zusak..

  3. Revisão! Cadê o ponto de interrogação da primeira frase? ai, ai, ai…

  4. Muito obrigado, Pelvini. Essa saumenshzinha é realmente encantadora.
    Há de se destacar também o lindo projeto gráfico (mais um!) da Mariana Newlands, que deixa a leitura ainda mais atraente. O livro (a história, a revisão, a diagramação, o projeto) é todo muito bom.
    Vou procurar esse conto, Sol. Gostei. Parece divertidíssimo. E o tema tem-me atraído muito.

  5. Ganhei este livro de presente de aniversário “A menina que roubava livros”.
    Não gostei do começo do livro, assim não consegui continuar. Tem um post meu, “Como aprendi a gostar de ler…” Eu lia junto com meu pai, sem ele saber. Se estiver interessado pode ler.
    Até mais

  6. Pablo, essa crônica (é crônica, não é conto!) é de “Um brasileiro em Berlim”. É da Nova Fronteira. beijo!

  7. Tente voltar a ler, Anny. Eu gostei muito. E sua história de como aprendeu a gostar de ler é magnífica.
    Já encomendei o meu, Sol (está esgotado nas livrarias, mas encontrei na Estante Virtual).

  8. […] fevereiro 2008 Há quem saiba usar o argumento certo para persuadir a outrem. A Sol indicou-nos um livro. Na verdade, indicou um único capítulo: o último. Resultado: tive de ler o livro inteiro. […]

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