Pablo Vilela

Archive for fevereiro \29\UTC 2008|Monthly archive page

Aos Estudiosos da Língua

In Outras Revisões on 29 de fevereiro de 2008 at 11:33 pm

Aos estudiosos da língua

Laudelino Freire

Aos que, não dispondo de tempo e vagar para se darem ao estudo da língua, desejam todavia escrever correto, aconselhável é que organizem uma pequena biblioteca, para esse fim apropriada, da qual possam utilizar-se nos breves ócios do labor quotidiano.

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Outros Carnavais

In Cadê o Revisor? on 27 de fevereiro de 2008 at 1:58 am

Vai chegando ao fim o mês do carnaval. Ano passado, fiquei muito contente ao assistir à escola de coração de meu pai desfilando a língua portuguesa na Sapucaí. Fiquei admirado também ao ver uma grande escola de São Paulo perder pontos por erros de português.

Este ano eu iria só felicitar a campeã paulistana por levar para a avenida um samba que trata da educação, tema importantíssimo que deve mesmo ganhar maior apelo popular.

Não posso, no entanto, deixar de reparar em um pormenor. Os jurados, desta vez, não puniram a falta da vírgula bem no título do samba campeão: Acorda Brasil. Vocativo sem vírgula não pode. Pelo bem da língua e do evento, o critério dos jurados deveria se manter. E as escolas, com a experiência de outros carnavais, poderiam cuidar melhor de seu texto. Cadê o Revisor?

Amigos

In Outras Revisões on 24 de fevereiro de 2008 at 1:49 am

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Uma pequena homenagem aos velhos e novos bons amigos.

Amigos

Provérbio Chinês

Ler um livro pela primeira vez é conhecer um novo amigo; lê-lo pela segunda vez é encontrar um velho amigo.

Soletrando

In Dia a Dia do Revisor on 23 de fevereiro de 2008 at 8:49 pm

Soletrando

Hoje voltou ao ar, com uma justíssima homenagem a Machado de Assis, um dos maiores sucessos atuais da televisão brasileira: o quadro Soletrando, do Caldeirão do Huck. Nele, crianças de todo o país provam sua habilidade no trato com a língua materna.

Na primeira edição, ano passado, o quadro bateu todos os recordes de audiência. Tem tudo para repetir o feito. Até mesmo o grande campeão de audiência Chacrinha tombou diante do poder do idioma.

Alguém disse em algum lugar que o povo brasileiro não gosta da língua portuguesa. Gosta sim. E gosta tanto que passa as tardes de sábado se divertindo e se encantando com ela.

Paredes Vivas

In Hora da Leitura on 20 de fevereiro de 2008 at 9:02 pm

Há quem saiba usar o argumento certo para persuadir a outrem. A Sol indicou-nos um livro. Na verdade, indicou um único capítulo: o último. Resultado: tive de ler o livro inteiro. Sacrifício nenhum, pois é muito bom (mas preciso ressaltar que a revisão da edição por mim adquirida é bem ruim).

A seqüência das crônicas mostra a estada de um ano do cronista em Berlim, as dificuldades por que passou, as descobertas que fez. Risadas garantidas do começo ao fim. Na última crônica (a tal indicada pela Sol), estamos de volta ao Brasil, à infância do cronista (pergunto-me até agora o que essa crônica faz lá). É aí que conhecemos seus primeiros contatos com os livros. É para ler e ter vontade de voltar à infância para começar tudo de novo.

Aquelas paredes cobertas de livros começaram a se tornar vivas, freqüentadas por um número estonteante de maravilhas, escritas de todos os jeitos e capazes de me transportar a todos os cantos do mundo e a todos os tipos de vida possíveis.

João Ubaldo Ribeiro

Português, por que não?

In Dia a Dia do Revisor on 18 de fevereiro de 2008 at 3:11 am

O título é inspirado no excelente curso de alemão da Deutsche Welle. O tema, no comentário do Rick: Difícil nada: rico!

Sempre lutei contra aqueles que desencorajam o ensino de língua portuguesa na escola. A desculpa é que gramática é difícil, que são muitos nomes, que os pequenos não entendem e não conseguem aprender.

Você já viu a quantidade de botões que uma criança tem de decorar para jogar videogame? Já notou a facilidade com que aprende o nome de personagens de desenho animado até em línguas estrangeiras? E é difícil aprender gramática?

E se for mesmo? Por que deveria ser fácil? Não tem de ser fácil. Perderia a graça. Deve ser difícil, desafiador. Tem de exercitar a memória, o raciocínio lógico, a criatividade, a concentração. Não é para isso que se presta o estudo? Não é para isso que serve o cérebro?

Árdua Tarefa

In Outras Revisões on 16 de fevereiro de 2008 at 9:38 pm

Árdua tarefa

Henry Saatkamp

A revisão é tarefa árdua, que exige dos profissionais dupla atenção: para o sentido do texto e para sua correção ortográfica. Por mais diligentes que sejam, o erro, solerte, se insinua onde menos se espera; num título, por exemplo.

Livros Infantis

In Dia a Dia do Revisor on 14 de fevereiro de 2008 at 5:53 pm

Tive o privilégio de ler muito desde pequeno. Já não sou do tempo em que se liam clássicos quando criança. Li livros infantis. Como você sabe, naquele tempo eu já dava meus primeiros passos na revisão de textos. Questão de necessidade. Já que a qualidade gráfica das obras não era das melhores, até uma criança poderia ver que algo ali estava errado.

Parece que o problema hoje é ainda mais grave, como mostra a reportagem da Band News que nossa amiga e leitora Dani nos enviou.

As crianças devem ser mais respeitadas.

Sempre Palavras

In Preciosidades on 10 de fevereiro de 2008 at 11:50 pm

E as palavras que contam o que somos podem ser molhadas, iradas, assustadoras ou adocicadas. As palavras, sempre elas, são o melhor e o pior de nós, e nos representam e chegam primeiro quando queremos conhecer alguém.

Garota Bossa Nova

Teste de Vista

In Outras Revisões on 8 de fevereiro de 2008 at 10:26 pm

Em homenagem ao nosso amante da cultura do tópico anterior, um dos Cem menores contos brasileiros do século.

Teste de vista

Moacyr Godoy Moreira

Ler? Não, senhor. São óculos para descanso.

Big Brother Brasil

In Dia a Dia do Revisor on 6 de fevereiro de 2008 at 3:49 am

Nunca fui dos maiores entusiastas dessa febre que assola, todo início de ano, a tevê, os jornais, as revistas, enfim, os meios de comunicação e as rodas de conversa do país.

Pensei até que não haveria como o BBB me tocar de alguma forma. Surpreendi-me, porém, com a frase de um dos que eles chamam brothers: Graças a Deus, nunca fui de ler livros

O que será que leva um ser vivo a enunciar tamanha barbaridade?

Desculpas Esfarrapadas

In Dica do Mês on 4 de fevereiro de 2008 at 3:59 am

Chega o carnaval, é hora de iniciar o ano. Os trabalhos naturalmente começam a aparecer com mais freqüência. Há, porém, de se tomar cuidado com alguns perigos que acompanham a alta temporada de trabalho.

A dica deste mês é inspirada por um tópico do Minha Língua, blogue do Charleston Fernandes: As dez desculpas mais ouvidas por um revisor freelancer (volte aqui depois de ler as desculpas).

O que fazer para não ser enganado e para não ter seu trabalho depreciado? Seja profissional (parece óbvio, mas é difícil onde se está habituado à informalidade): tenha referências do cliente, conheça-o e combine todos os termos antecipadamente, firme contrato, emita nota fiscal ou recibo e jamais cobre menos que o valor justo pelo seu trabalho.

Se fizer tudo isso, o problema está resolvido? Não. A possibilidade de contratempos, no entanto, diminui bastante. Se, ainda assim, um cliente tentar enganá-lo, é melhor abandonar o mau cliente e dedicar-se aos que lhe dão a devida valorização profissional.

Língua Portuguesa

In Outras Revisões on 1 de fevereiro de 2008 at 10:50 am

Talvez a mais marcante homenagem que nossa língua já tenha recebido. As análises de sua pertinência nos dias de hoje você pode fazer nos comentários.

Língua portuguesa

Olavo Bilac

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”,
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!