Pablo Vilela

Literatura Específica

In Dica do Mês on 3 de março de 2008 at 11:27 pm

Sugestão da Anny, a dica do mês é uma lista dos livros que mais uso como revisor. Claro que sua lista será diferente da minha. Uns gostam de determinado autor, uns têm dificuldade com certo tema, uns têm cliente que impõe normas específicas. Enfim, o trabalho de cada um tem pormenores que pedem diferentes obras. Listo uma literatura útil para nós, revisores de todos os gêneros textuais, estilos e graus de experiência.

1. Gramáticas

Digam o que disserem, revisor precisa dominar a gramática normativa. O cliente exige esse domínio. Mesmo as escolares, de Cegalla, Terra, ou do autor de sua preferência, serão úteis. Para se aprofundar no estudo, prefira os clássicos Bechara, Cunha ou Rocha Lima.

2. Dicionários de língua portuguesa

Mantenha seu dicionário a uma distância segura. Não importa o que aconteça, não se separe dele. Existem hoje dois dicionários de língua portuguesa: Aurélio e Houaiss. Desconsidere qualquer outro. Abuse da informática e prefira os eletrônicos: mais práticos, baratos, portáteis e com ferramentas extras. Não se esqueça de que pirataria é crime.

3. Dicionários diversos

Quanto mais dicionários tiver, mais preparado para as dificuldades da profissão você estará. Tenha os de língua estrangeira (ao menos as mais faladas), de lingüística, específicos da área em que atua, todos que chegarem a suas mãos. Tenha, principalmente, um de regência nominal (a verbal está no dicionário de português).

4. Literatura específica

Por fim, há os livros específicos sobre revisão de textos. Há? Bem, até há. São poucos e obsoletos, mas contam a história da profissão, de quando ainda éramos conhecidos como revisores tipográficos. Velhos tempos, mas bonitos de se conhecer.

Há ainda o Volp, a NGB, a ABNT e outras siglas, mas isso é assunto para outro momento.

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  1. Grandes editoras aqui em São Paulo costumam seguir ainda a Maria Aparecida Ryan (Conjugação dos verbos em português), o Ildete (Manual de preparação e revisão) e, ora, por que não, o Manual do Estado de S. Paulo.
    Quanto à literatura específica, Elementos de Bibliologia, do Houaiss, é fonte de conhecimento histórico e divertido de ler (pra quem tiver músculos para segurar os calhamaços).
    Outro interessante é Como se faz uma tese, do Umberto Eco, que, mais que um manual, dá postura para quem deseja escrever.

  2. A Ryan é realmente muito boa, mas é por isso que indico os dicionários eletrônicos. Eles próprios conjugam os verbos e dispensam os manuais de conjugação.
    O Ildete também é bom, guardando aquela ressalva de que já está ultrapassado e vale mais como documento histórico. Somos realmente carentes de teoria atual sobre revisão, pois a revisão evoluiu muito nos últimos anos.
    Já dos manuais da Folha e do Estadão eu não gosto mesmo. Não por eles, que são bem-formulados, mas pelo mau uso que se faz deles. Confundem-se esses manuais com gramáticas e muitos chegam a crer que eles legislam sobre a língua, o que não é verdade.

  3. Por isso que usei o “ainda”, Pablo. Pra te falar a verdade, só uso o Ildete para consultar alguns topônimos cujo abrasileiramento esqueço, ou tenho dúvidas entre uma forma e outra. É rapidinho, está sempre à mão. Mas, como disse, é o que se usa aqui, ainda.

    Quanto ao Manual do Estadão, sempre tive problemas com essa ponte que se faz entre um simples manual do jornal e uma gramática. Inúmeras vezes tentei explicar, mas o povo, sabe como é. Mas para consultas rápidas (e conscientes) ele serve, e bastante.

  4. ótimas dicas, Pablo! obrigada.

    nas minhas andanças, acabei ficando sem uma gramática boa. agora, com base nas tuas sugestões aqui, dei uma procurada e encontrei duas delas a preços bem bons em sebos da “estante virtual”.

    sou tradutora e, é claro, dicas de dicionários me interessam sempre. um tipo de dicionário que ajuda bastante é dicionário de sinônimos. uso o do Luft e um eletrônico, AOL. aliás, se alguém tiver interesse neste último, é só me avisar que disponibilizo em algum canto virtual por aí.

    beijo e bom domingo.

    j.

  5. Sempre é bom lembrar do profº Othon Moacir Garcia do excelente: Comunicação em prosa moderna.

  6. E todos agradecemos as ótimas dicas de vocês. Como é saudável quando ocorre esse compartilhamento de boas informações na internet! 😀

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