Pablo Vilela

Esmola Literária

In Dica do Mês on 7 de abril de 2008 at 3:18 am

Não sinta seus princípios agredidos. O fato é que sempre cri haver melhor forma de ajudar os necessitados que a esmola. Não pelo ato em si, mas porque não há como saber se o dinheiro será bem-empregado (em geral não o é).

A idéia de Nelson Cruz e de sua esposa Marilda Castanha, ambos escritores e ilustradores, parece-me a solução ideal. Eles respondiam a uma enquete da Folha de S.Paulo (com ponto e sem espaço), que encontrei nos Diários da Bicicleta e que você só lerá se for assinante.

Nós sempre andamos com livros no carro. Quando somos abordados por crianças nos semáforos, doamos livros em vez de dinheiro. Elas voltam para a calçada e começam a folhear.

Providenciei alguns para meu porta-luvas. Já separou os seus?

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  1. Ultimamente temos visto demonstrações surpreendentes e fascinantes de amor aos livros (lembra do Varal da Leitura?). Isso me faz pensar que o verdadeiro amor aos livros não está no fato de se ter uma enorme biblioteca, mas no fato de dar aos outros aquilo que faz tão bem para nós mesmos. Conclusão óbvia: se há tanto amor aos livros assim no mundo, é porque eles devem mesmo ser dignos disso, não é? Beijo grande!

  2. Olá Pablo…gostei do seu comentário no blog, é sempre bom desmistificar algumas idéias..
    Esse tema da ‘esmola’ é interessante.. sou contrária a esmolas também, apesar de saber que há momentos que aquela criança possa estar com fome de verdade..acho que podemos aliar aos livros, um pacotinho de pipoca ou outro alimento. Sem sustentar o mercado do trabalho infantil (exploração) e ‘matando’ a fome e despertando o conhecimento.
    Bj Janaina

  3. Pablo…
    Será mesmo que vai vingar essa idéia de manual antigerundismo? rs
    Espero que dê certo, é uma ótima idéia, eu concordo.
    Obrigada pelas visitas e comentários.
    Boa semana, bjns

  4. Isso também me fascina, Laís. As oportunidades estão surgindo aqui e acolá. Resta às pessoas aproveitar.
    Realmente ela pode estar com fome, Janaina, mas talvez com a leitura, o estudo, ela compre sua própria comida um dia. E sabe-se lá se o dinheiro, que porventura dermos, ficará mesmo para a criança ou será usado para comprar drogas e bebidas para quem quer que seja. O livro, seja lá quem for o usuário, será bem-aproveitado.
    A idéia é boa mesmo, Patience. É um aborrecimento a menos para quem se vê forçado a usar esse serviço. Tomara que vingue!

  5. Cara, acabei de encher o banco traseiro do carro. São vinte livros, veremos quanto tempo leva.

  6. Boa, Tom! Depois você nos conta a experiência. 🙂

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