Pablo Vilela

Poema do Trema

In Outras Revisões on 2 de maio de 2008 at 1:39 am

Este simpático poema vem da longínqua Juazeiro de Ubiqüera (com trema) e foi encontrado no Só mais um blog…, que, como nós, promove uma cruzada pela manutenção do trema.

Poema do Trema

Iracema Serafim

Os países de língua portuguesa
tramam um oculto ataque
realizarão, com certeza
à minha língua um achaque

Querem roubar o trema
como se trouxessem melhora
mas só vão trazer problema
se ele se for embora

Quem não assinou a reforma
foi o grande Portugal
Querem mudar de qualquer forma
e vão fazer um grande mal

Sacar do “U” o trema
é como tirar do ovo a gema
ou o canto da seriema
Deixem a língua quieta
não tirem o charme que resta
a única coisa que presta

Suprimam do hiato o agudo acento
ou da paroxítona o sinal
mas se tiram o trema não agüento
É o juízo final!

Não fique afoito,
não tema
tem até 2008
para usar o trema

E mesmo que proibido
vou usá-lo mesmo assim
Ou faço isso ou não me chamo
Iracema Serafim

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  1. Também estou arrasada com o fim do trema… O pingüim vai virar o quê, coitadinho? Uma gotícula que caiu…
    Triste, muito triste…

  2. Pablo:
    Adorei o poema do trema. Muito bom mesmo.

    *Indiquei seu blog.
    Bjos

  3. Indicou? Oba! Muito obrigado, Anny!
    Adiro ao luto pelo pingüim, Cecilia.

  4. indiquei o blog para uma amiga!
    e estou nessa, também:

    – pela trema!

    abraços! (:

  5. É de facto muito triste tirarem a cada um o que é seu e faz sentido. VIVA o poema!
    NÃO ao desmiolado acordo!
    Helena

  6. Obrigado pelo apoio, pessoal. Obrigado pela indicação, Pelvini.
    Grande abraço a todos vocês.

  7. Pois que viva o trema. Nós aqui não temos há muito, mas se vocês têm e gostam dele, devemos respeitar. Por mim, vou boicotar o acordo ortográfico. Continuarei a escrever a língua de Camóes como aprendi. E vocês aí devem boicotar também, continuando a escrever a vossa atraente Língua Portuguesa como sempre o fizeram. E pronto.

  8. Incentivar o respeito às diferenças lingüísticas entre os países lusófonos seria muito mais adequado. Onde estão os sociolingüistas (ainda com trema) nessas horas?

  9. Concordo em absoluto.

  10. Poema do trema realmente muito bem escrito. Parabéns, Pablo Vilela.

    Humildemente, convido todos a conhecerem minha poesia Triste Fim do Trema que pode ser lida em meu blog:

    http://www.blogdonagata.zip.net

    Espero que apreciem. Caso gostem, indiquem meu blog a seus amigos.

    Atenciosamente,

    Fábio Henrique Gimenez Nagata
    Araçatuba-SP

  11. Bacana, Fábio. O trema merece todas as homenagens em seus últimos instantes de vida.

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