Pablo Vilela

Os Três Mandamentos

In Dica do Mês on 5 de maio de 2008 at 9:43 pm

Estes mandamentos foram elaborados pelo Tom e estão na parede de seu escritório. Servem para todos os revisores. Ponha-os na parede de seu local de trabalho.

Faça apenas alterações que você possa justificar.

Só altere se for realmente necessário.

E acrescento o mais batido dos mandamentos.

O cliente tem sempre razão.

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  1. Essa é a pior parte, mas verdadeira: o cliente tem sempre razão, meeeeesmo quando não tem razão, hehehe.

    Beijoca doce.

  2. Difícil é quando se citam as regras como argumento de defesa da revisão e mesmo assim o cliente segue defendendo a grafia que inventou para determinado termo. Depois de argumentarmos de 25 formas diferentes, se o cliente quiser manter em seu texto “cocarsão” como aumentativo de cocar, a razão é dele; o azar também.
    Abraços.
    Jakeline.

  3. É o que se discutiu outro dia aqui: quanto mais chinfrim o autor, de mais abobrinhas ele faz questão.
    Quanto melhor a qualidade dos autores e da editora, mais autonomia a gente tem para mandar a mão em um texto. Ainda que o autor seja alfabetizado, existem inúmeras possibilidades de melhorar frases e padronizações, meter o dedão na diagramação e no projeto gráfico. A gente deve interferir e sugerir o quanto a editora nos permitir. E isso não significa trocar seis por meia-dúzia. É para que nosso nominho conste nos créditos com orgulho.
    Quando tudo isso não é possível, eu uso pseudônimo e fico com a sensação de que desperdicei tempo e neurônios.

  4. Pois é, meninas, nenhum argumento, por melhor, honesto, justo que seja, pode ser maior que esse mandamento: o cliente tem sempre razão. Ele é o dono da publicação e é ele quem tem de dar a palavra final, mesmo que esteja errada.
    Leticia, só tome cuidado para não fazer trabalho de revisora, preparadora e editora e só receber por um deles.

  5. O problema é que faço, Pablo. É claro que recebo diferenciadamente, mas não sou capaz de ver um texto ruim e não chamar a atenção, pelo menos; no que geralmente sou acatada e os valores são revistos.

    Essa história de a gente se restringir muito ao que foi pedido tem dois lados: um (o aparentemente bom), a gente trabalha apenas o que nos pagam. Dois, editores e coordenadores percebem. E daí pra escolher um outro revisor para o próximo trabalho é um passo.

    Não se trata de subserviência. É o “trabalhar junto”, observando o limite entre a colaboração e a arrogância, em um setor cada vez mais precarizado, tanto pelos novos parâmetros de produção quanto pela falta de mão-de-obra especializada.

  6. É importante lembrar que “justificar” não é “enrolar” (no caso de o autor perguntar o porquê de uma alteração).

  7. O ideal, Leticia, é que o revisor se restrinja à revisão e deixe a redação para o redator, a preparação para o preparador, a edição para o editor. Isso significa não dar sugestões de alteração na estrutura? De forma alguma. O importante é que tenham status de sugestão, de colaboração, e não de alteração, pois são de responsabilidade de outros profissionais.
    Tem razão, Fabiana. Outro mandamento poderia ser: Saiba justificar as alterações que você fez e também as que deixou de fazer. É essencial que o revisor domine o texto.

  8. Pablo, mas esse mandamento é o que abre o post: “Faça apenas alterações que você possa justificar”. É o mesmo que saber justificar as alterações.

    Beijo.

  9. É que aqui em SP, pelo menos, não há essa distinção profissional entre preparador, revisor, ou até mesmo editor. Qualquer tipo de trabalho pode ser feito por um revisor, de acordo com sua experiência e capacidade, e seu caráter e remuneração são definidos antes.
    Se me pedem um trabalho de revisão, eu faço. Se de preparação, também. Se de copy, também. Eventualmente surgem os de edição, e faço também.
    Quanto às alterações, só a experiência determina quando você pode “meter a mão” ou não. É tudo questão de conhecer a editora e, na dúvida, conversar com os profissionais internos envolvidos com aquele serviço.

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