Pablo Vilela

Bienal dos Pobres

In Dia a Dia do Revisor on 5 de junho de 2008 at 9:09 pm

Politicamente, não é dos nomes mais corretos. A iniciativa da Educa São Paulo e do Núcleo de Trabalhos Comunitários da PUC-SP, no entanto, é corretíssima e louvável.

É a segunda edição da Bienal dos Pobres, que pretende distribuir um milhão de livros em evento simultâneo à Bienal Internacional do Livro, em agosto.

Empreendimentos assim, de grande ou pequeno porte, devem ser divulgados e imitados à vontade, em todos os cantos do país.

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  1. Você sabe, Pablo, que tive a mesma sensação quando li isso no G1… Que nome preconceituoso, meu Deus! Tem cara daquela coisinha “somos classe média e adoramos vocês, miseráveis”.

    E, se é verdade que a pessoa passa lá e pega, simplesmente, tenho receio que os livros não irão para as mãos dos pobres de fato. Você viu isso divulgado fora da Internet? Pois é…

  2. É, realmente há que se ter um “olhar crítico” sobre o caso. Será que os livros chegam realmente ao seu destino? Esperamos que sim! Se chegarem, estarão levando conhecimento e isso é uma coisa que ninguém pode “apagar”.
    Um ótimo final de semana.
    Bjns

  3. So sorry! Estava ‘logada’ com meu outro e-mail e deixei o comentário… rsrs
    Gostaria que me passasse seu e-mail, pode ser?!
    Uma bjk e boas revisões

  4. Mas que nome, hein!

  5. Alguém reparou no nome “Biblioteca do Além”? Esse, sim, é original.

  6. Achei “Biblioteca do Além” um nome um tanto… digamos… sobrenatural.
    Esperamos que pelo menos boa parte desses livros chegue às mãos de quem não pode adquiri-los de outra forma. Em todo caso, só de compartilhar a cultura com quem quer que seja, já estão fazendo uma boa ação.
    Ainda não vi divulgado em outro lugar, Leticia. Imagino que pelo menos o pessoal de São Paulo vá ser bombardeado com notícias sobre o evento nos próximos meses.

  7. Sou muito cética quanto a essas iniciativas, Pablo. Para mim, esse é um evento de classe média para a classe média purgar suas culpas.
    Se nós realmente quiséssemos que os pobres pudessem um dia ter acesso a tudo, como nós, faríamos um levante sério em favor do ensino fundamental e pela responsabilidade dos pais na educação das crianças. Ao contrário, preferimos distribuir livros gratuitamente e conversar sobre o assunto. É infinitamente mais fácil.

  8. Tenho a tendência de concordar com você, Leticia; mas, em casos assim, prefiro dar um votinho de confiança. Já vi projetos assim funcionarem de verdade. É o caso da Parada Cultural, aqui em Brasília. Façamos assim: vocês de São Paulo vão ao evento e depois nos contam se vale a pena mesmo. Combinado?

  9. Infelizmente a leitura é pouco valorizada no país, a gente percebe nos eventos como as Bienais…acho que são fantásticos, mas dificulta para quem tem menos poder aquisitivo. É como se a classe média tivesse que fazer um favor aos outros…ridícula essa cultura de superior/inferior que temos por aqui.
    Teve a Bienal do livro em Beagá,a entrada era cobrada(seis reais) apesar de ser um valor baixo, imaginem uma família com vários filhos. Depois fiquei sabendo que quem fosse de metrô tinha desconto no ingresso, perguntem se a imprensa noticiou o fato.
    Abs

  10. No que diz respeito a gerar uma efetiva possibilidade de acesso à leitura, ou seja, dentro de uma perspectiva de inclusão social, tendo a concordar com a Letícia.
    Por outro lado, tenho comigo que os livros são “bichinhos” que muitas vezes percorrem belas e intrigantes trajetórias para um dia chegarem às mãos “certas”, e sempre temporariamente, é claro. E, portanto, imagino que uma iniciativa dessas seja uma chance de ampliar o alcance e/ou acrescentar uma outra “possibilidade caótica” a essa dança dos livros… Tá bom, é uma visão um tanto romântica, eu sei. Mas eu acho tão bom pensar que possa ser assim : )

  11. Bem, penso que seja, no mínimo, melhor que nada. Se não fizer todo o bem a que se pretende, mal também não faz. 🙂

  12. Eu gosto do nome. Pobre não tem nenhum escrúpulo ou vergonha de dizer que é pobre. A classe média é que acha que é uma ofensa chamar alguém de pobre.

    O título do evento produz uma identificação, algo como “isso é para mim mesmo”, em vez de parecer algo elitista ou distante da realidade dos “menos favorecidos economicamente”.

  13. É um ponto de vista bem interessante, Fabiana. Talvez o objetivo seja até mesmo excluir a classe-média-preconceituosa e fazer os livros chegarem a quem é de direito.

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