Pablo Vilela

Por Onde Começar

In Dia a Dia do Revisor on 16 de junho de 2008 at 11:01 pm

Mentiria se dissesse que são fáceis os primeiros passos na revisão. Não bastassem os naturais requisitos para ser bom revisor e a exigência (pessoal e alheia) de perfeição desde a primeira página, há uma dúvida opressora: por onde começar?

Há dois caminhos. Um simples, natural. Você descobre, no início da faculdade, sua indiscutível vocação para a revisão de textos. Facilmente encontra estágio. Há sempre quem pague pouco por um serviço de excelência. Seu trabalho terá qualidade. É hora de pensar no aprendizado, não nas cifras. Com sorte, seu coordenador conhece revisão e lhe ensina as bases da profissão. O futuro é pura conseqüência.

E se demorei a notar que a revisão era meu caminho? A faculdade terminou. Não mais posso estagiar. O tempo passou e só hoje descobri meu dom. Se esperou até hoje, por que não esperar até o próximo artigo?

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  1. Muitas vezes demoramos a descobrir nosso dom, mas quando ele “desabrocha”, realmente não há como fugir.
    E quão bela e gratificante é a nossa profissão!

    “A primeira glória é a reparação dos erros.” (Machado de Assis)

  2. Eu posso imaginar que seu trabalho nao é nada fácil. O interessante é que como você disse, nao vê apenas como um “trabalho”, mas como um dom – uma vocaçao natural. Isso falicilita a jornada, posto que você realmente encara as dificultades com aquela sensaçao de já-deu-certo. Pelo menos é o que eu imagino.

    Abraço.

  3. O título do teu texto aparece 322 mil vezes na pesquisa em língua portuguesa no Google. Uma vez escrevi um texto com este título, referindo-me a como começar a escrever. E há um ensaio de Roland Barthes com este mesmíssimo título na tradução brasileira. O princípio é sempre uma incógnita.

  4. Sorte tem quem trilha esse caminho natural, simples. Mesmo assim, começar nunca é fácil; mais que a cobrança alheia, a cobrança pessoal é o que mais aflige. Para nós, revisores, até certo ponto, essa cobrança é muito positiva, porque ela é a causa de buscarmos melhorar sempre. Além do mais, penso que tudo vai se acalmando aos poucos, à medida que vamos conhecendo nossos próprios limites, superando obstáculos que pareciam grandes demais e aprendendo que é com calma e humildade que se atinge a excelência.

  5. Machado, como grande revisor que foi, sabia exatamente o que estava dizendo, Patience. 😀
    Exatamente isso, Vidal. O trabalho não deve ser um fardo. Se escolhemos uma profissão, uma série de gostos e afinididades nos levou a isso. Só podemos amar o que fazemos e, assim, fazer bem-feito.
    Não sabia que meu título era tão famoso, Fabiana. 😆 São incontáveis também as vezes que ouvi e que me fiz essa pergunta. E a resposta é tão simples: é sempre mais fácil começar pelo começo.
    Não tem jeito mesmo, Laís. Nós temos de nos acostumar com a cobrança. Ela faz parte da nossa (e não só da nossa, claro) profissão. A perfeição sempre nos será exigida, mesmo que seja óbvio que não somos perfeitos.

  6. Vja como fizeram os pingüins voarem:

  7. Estou nessa exata situação!
    Aliás, Pablo, o fim do post, esperava eu, parecia tender a um incentivo como “não espere o próximo artigo, comece a revisar antes”. No entanto, você optou por propor uma certa cautela – impressão que tive com o “não” na penúltima linha. É isso?
    Um abraço. Excelente blog.

  8. Rárárá, sacanagem isso, bom estou aqui esperando pelo próximo então…só espero que meu tenho não tenha passado. Será que ainda há esperança para mim?…abraços.

  9. É, o universo, sempre ele, conspirando, conspirando…

  10. É uma interpretação muito interessante, Dionísio. Os críticos costumam dizer que o texto, quando sai da cabeça para o papel (no caso, um papel virtual), deixa de ser do autor e passa a ser de todos nós. O que saiu da minha cabeça foi o que entendeu a Rosilene, mas a sua interpretação é perfeita: nada de esperar parado, temos de ir em busca de nossos objetivos o quanto antes.
    Ele sempre conspira a nosso favor, Garota Bossa Nova. Somos nós que, muitas vezes, jogamos as oportunidades fora, por não acreditar no que está diante de nosso nariz. 🙂

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