Pablo Vilela

Andarilho

In Dia a Dia do Revisor on 3 de julho de 2008 at 3:05 am

Ando sempre com um livro sob o braço (e uma caneta vermelha no bolso). Às vezes, leio no caminho. Em outras ocasiões, paro sob uma árvore, em um banco, na primeira sombra que avisto. Encosto em uma pilastra, no meio da rua, e leio.

O livro é uma ótima companhia no almoço solitário do dia-a-dia (e poucos objetos são melhores para marcar seu lugar enquanto você se serve). Solitário? Não há solidão quando se tem um livro por companhia.

Anúncios
  1. No meu caso não é propriamente com um livro que eu ando na mão, mas um Palmtop, para onde transfiro muitos livros.Ele é compacto, prático e discreto.Mas é claro que é muito mais gostoso folhear as páginas de um livro!Sim, não há companhia mais perfeita do que um livro.Não há amigo mais fiel e ouvinte,nenhuma presença mais marcante, quando nos toca e conta quem somos.

  2. Garota Bossa Nova, acho que ninguém está realmente sozinho quando se reconhece como ótima companhia. Quem não se dá bem consigo mesmo, não haverá livros, amigos ou amor que dê jeito. Salvo isso, por mais que eu ame os livros, ainda prefiro as pessoas que eu amo como companhia. Por mais distintos que sejam, se eu tivesse de escolher entre um ou outro, ficaria com a segunda opção.

    Beijos.

  3. Mas, quando essas pessoas não podem almoçar com a gente todo dia, um livrinho quebra bem o galho. 😆

  4. Concordo! Verdadeira maravilha estar em companhia de um livro no horário do almoço. O convívio com os “nossos” é muito bom, mas até a saudade e a falta tornam-se mais amenas com a presença de um livro.

  5. Eu também sempre ando com livros a tiracolo, prá cima e prá baixo, e quase entro em parafuso quando tenho que esperar em alguma fila e esqueci o livro! Botei no meu blog um link prô “Movimento Livro na Mão”, mas também quero iniciar outro: “Você nunca está sozinho quando tem um livro e um cálice de vinho”. Tenho visto cada barbaridade sobre bebericadores solitários…

  6. Mas um só não dá! São necessários muitos. Sorte que ainda não inventaram a monogamia bibliográfica.

    Às vezes penso sobre qual livro levaria para uma ilha deserta: certamente não seria algum sobre como sobreviver longe da civilização. Seria muito difícil escolher!

    No documentário “Hermógenes: Deus me livre de ser normal”, sobre o conhecido professor de yoga, um presidiário muda a vida ao praticar os exercícios de um livro de Hermógenes. O presidiário só teve acesso a um livro, sem nenhuma aula, e se tornou professor de yoga no presídio, mudando completamente o seu comportamento e mente.

    Para ele foi suficiente apenas um – eu prefiro o meu “harém” (qual a palavra equivalente para seres do sexo masculino – alguém sabe?).

  7. Você tem toda razão, Milena. O livro é mesmo outro mundo.
    Helô, a vantagem do livro sobre o vinho, nesses tempos de lei seca, é enorme.
    Acredito que eu levaria um dicionário para a tal ilha, mas também preferiria levar uma biblioteca. Acho que ainda não inventaram um harém de seres masculinos, Fabiana (confesso que de pensar nisso não me vêm cenas agradáveis).

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: