Pablo Vilela

Concorrência

In Dia a Dia do Revisor on 16 de julho de 2008 at 12:35 am

No mundo capitalista, a concorrência é implacável em todas as profissões. Errado. Em revisão de textos não existe concorrência.

Claro que, para aquela vaga, alguém oferecerá melhor condição que a sua (preço baixo, entrega rápida, melhor currículo) e você não revisará. Questão de física: dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo. Existem, porém, os demais espaços a ocupar.

Questão matemática: quantos você conhece que escrevem ou publicam? Vale livro, artigo de periódico, documento, carta comercial, monografia, panfleto de festa. E quantos revisores você conhece?

Mas quem escreve acha que não precisa de revisor. Você não quer que eu vá lá dizer que eles precisam de você, quer?

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  1. Perfeito, Pablo, perfeito!

    Aqui no meu mocó venho fazendo uma eterna depuração: faz tempo não aceito trabalho de editora amadora, não pego textos de quem não sabe pra que serve revisão e me livrei dos muquiranas.

    Pode parecer até empáfia, mas não é: não pego tese, não pego revista que se monta por causa de anúncio, não pego editora que chupa trabalho alheio.

    Tese, porque geralmente quem encomenda não entende de revisão e sempre acha seu preço elevado.

    Revista amadora, não precisa explicar (fora o que disse outro dia aqui: não me encaixo no ritmo de revista).

    E editora que tunga trabalho alheio, por questão ética e prática: se roubou a tradução alheia (ou, no caso de jurídicas, por exemplo, roubou comentários de legislação de outra editora) é porque não presta. Se ela agiu mal antes, por que motivo seria correta justamente comigo?

    E é o que você diz: qualquer um publica. Antes eu ficava com pena do desperdício de papel. Hoje, bluff, dou um belo parabéns, e quero distância.

    Uma ressalvinha: acho que não existe preço baixo em revisão. Existe uma faixa de decência. Abaixo dela é ilusão de quem “faz” o serviço e de quem o contrata.

  2. Você faz muitíssimo bem, Leticia. Com o tempo e a experiência, temos de ir selecionando os melhores clientes. Faz parte do processo ter maus clientes no início da carreira, mas vamos aprendendo e tendo a possibilidade de selecionar.

  3. E recusar quando não precisa é fácil. O chato é recusar quando se está precisando da grana. Eu já fiz isso. Fiquei na pindaíba mas não fiz. Não pagava a pena, em todos os sentidos.

  4. É o melhor que você faz, Leticia. A gente recusa um mau cliente e vêm dois bons.

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