Pablo Vilela

A Vírgula

In Hora da Leitura on 21 de julho de 2008 at 1:26 am

Crasear é fácil. Acentuar é fácil. Hifenizar é fácil. Mas quem nunca tropeçou em uma vírgula? Virgular bem pressupõe vasto conhecimento das estruturas sintáticas.

A vírgula, como a obra de Luft em geral, tem linguagem acessível ao usuário comum da língua, mas é também útil ao revisor. Está tudo nas gramáticas. Nele, porém, temos um espaço maior reservado só às vírgulas. Caso a má diagramação incomode, o concorrente Uso da vírgula tem até exercícios.

Senso das estruturas sintáticas. E não ouvido, a não ser que emprestemos outra significação a essa palavra. Virgular de orelha é virgular como um colegial insipiente.

Celso Pedro Luft

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  1. Eu gosto do livro “A pontuação” de José Hildebrando Dacanal. Por incrível que pareça ainda não conheço os que citaste.

  2. Não sei quem diabos inventou o mito de que a vírgula é uma pausa para a respiração. A coisa se difundiu e agora, quando tento explicar que a vírgula tem mais a ver com a sintaxe do período que com a respiração, ficam me olhando com aquela cara de quem viu ET. Cadê o revisor nas salas de aula, para fiscalizar as professorinhas que são simplistas sob o pretexto de serem didáticas?

  3. Eu tive um problema desses semana passada. Virgulei o que tinha de virgular e o autor pediu gentilmente que eu tirasse. Ele estava pensando na (ou na ausência da) pausa, conforme ele diria em voz alta. E eu, na sintaxe.

    Aí lembrei de Adoniran e disse pra mim mesma: “Paciência Iracema…” (assim mesmo, sem vírgula, pra combinar).

    Mas, pra quem já tem a sintaxe na cabeça, “A vírgula” do Luft não adianta muito, não. Ele não aborda os casos cabeludos, só a lição de casa.

  4. não seria incipiente? com c?

  5. Esse eu ainda não li, Fabiana. É bom?
    Também gostaria de saber quem inventou isso, William. Aprendi dessa forma, mas por sorte me alertaram a tempo.
    Tem razão, Leticia, mas você já reparou que o pessoal costuma ter medo de abordar os casos cabeludos?
    Não, Maria Bonita. Ele disse “ignorante” mesmo. 😆

  6. por outro lado há um abuso de vírgulas.
    por outro lado, há um abuso de vírgulas.
    por outro lado há um abuso, de vírgulas.
    por outro lado, há um abuso, de vírgulas.
    e todas aqui corretas.
    e todas aqui, corretas.
    e todas, aqui, corretas.

    eta ofício danado 🙂

  7. Li o livrinho do Dacanal quando estava quase no fim da faculdade de Letras. Pareceu-me um segredo que poderiam ter me contado antes, embora talvez eu não fosse capaz de entender. Ele explica, com vários exemplos, a lógica que está por trás das vírgulas, ou seja, a sintaxe, sem deixar de considerar, é claro, a semântica.

  8. Pablo, adoro vírgulas, mas hoje venho aqui a procura de um Revisor Corajoso que se disponha a salvar uma princesa da Casa Real Saldita que se encontra no rodapé da vida sendo vendida por mercadores, que se dizem os melhores vendedores! Socorro!

  9. Ainda tenho o vício de parar para respirar com vírgula. Mas sempre releio os textos que escrevo e na releitura percebo o excesso delas. Ainda assim, deixo algumas supérfluas. Aí, me pergunto: cadê o revisor? 😉 Beijos

  10. A vírgula é o compasso que divide e dá ritmo à frase. Se fosse um samba, a vírgula seria a bateria…

    Bjs!

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