Pablo Vilela

Espaço Duplo

In Dica do Mês on 4 de agosto de 2008 at 6:33 pm

Procure sempre realizar a primeira revisão diretamente no editor de textos. Faça-o buscar dois espaços (dois toques na barra de espaço) e substituir por um espaço em todas as ocorrências. Repita o processo até que não haja mais indesejáveis espaços duplos.

É dos erros mais comuns. Raros textos escapam dele. Ainda assim, é dos mais imperceptíveis. Notá-lo demonstra acuidade visual. Esquecê-lo denota desleixo.

E, se você cultiva o hábito de valorar seu trabalho por laudas, não se esqueça de cobrar cada um dos espaços que revisou.

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  1. Ôpa! Toca aqui, Pablo! É a primeira coisa que faço quando abro um texto (depois de ativar o alt, é claro). Dou uma olhada geral, pra ver que tipo de digitação foi feita. Se for o caso, faço o mesmo com espaços entre o fecha parêntese e vírgula, e o mesmo com os pontos finais (tem autor que gosta disso, sei lá por quê). Depois parto para as padronizações, para os vícios de linguagem, substituo os “inclusive”, os “através”, os “a nível de” e os “enquanto ser humano”, se for o caso, e olho direitinho o que o corretor ortográfico e gramatical aponta (o que nem sempre tem lógica). Dependendo do tamanho da bibliografia, resolvo ela e suas menções antes de começar. Arrumo a formatação, porque Tico e Teco aqui não suportam mistura de estilos caótica, muito menos texto não justificado. Tem de estar tudo redondinho, limpinho, porque sou chatinha.
    Verifico peso dos títulos, subtítulos, confiro a entrada de tabelas, gráficos e tudo o mais que haja.
    ………
    Depois é que começo a ler.

  2. Adoro ler e escrever….mas acertar é um desafio..parabéns a vcs que colaboram para um texto cada vez mais bonito e agradável de ser lido.
    Abs,

  3. Como vocês são bons! Estou chegando, lendo os fóruns da comunidade e, aqui neste blog, adoro ler cada comentário. Quando crescer, quero ser uma revisora assim…Tenho muito de aprender. Aliás, estou acompanhando as sugestões de curso. Espero o da Unil com ansiedade.
    Obrigadinha,
    Elaine

  4. Nossa, Leticia, você faz muita coisa antes de começar! Eu sempre substituo espaço hífen espaço por espaço travessão espaço. Há muitos anos eu guardava uma listinha do que fazer antes de iniciar. Qualquer hora reavivo minha lista.
    Janaina, esse é um desafio muito saudável e constante. Não pense que é só você que precisa se esforçar constantemente para acertar. 🙂
    Só de se esforçar e se interessar, Elaine, você já é uma de nós. Nossa profissão é um eterno aprendizado. Seja bem-vinda.

  5. Xi, Pablo! Você tocou em um tópico que sempre – sempre – esqueço. Acabo resolvendo os travessões na leitura mesmo.
    Mas creio ser melhor olhar o que puder antes. A gente perde um certo tempo, mas depois compensa. É que questões meramente de padrão acabam por dispersar a leitura. Já bastam aquelas imprevisíveis, em que você tem de parar tudo e dar um busca-e-troca.
    E agora, com o acordo ortográfico? Já estou com não-didáticos aqui pra refazer, ai, ai…

  6. olá Pablo,

    Ontem estava lendo o último livro de Mia Couto, editado pela Companhia das Letras (não lembro do título…) e lembrei de você e de todos os revisores que conheço. O texto já está adaptado às novas regras ortográficas. Ai, como é difícil olhar para uma “ideia” sem acento!

    beijos,
    Silvana

  7. Também prefiro guardar para a leitura só o que não dá para fazer automaticamente, Leticia. Poupa-se tempo e trabalho, além de diminuir a possibilidade de erro.
    Não sei quanto ao resto, Silvana, mas será que ideia não estava sem acento por ser português moçambicano? Em todo caso, ainda continuo acreditando, até o último instante, que o acordo não vigorará.

  8. Vou verificar, Pablo, tomara que você tenha razão.
    Mas parece que algumas editoras estão se antecipando e refazendo textos, como a Letícia disse, ou preparando os novos textos já com as novas regras… Também estou torcendo pro acordo não vingar.

  9. Isso tem mesmo, Silvana. Já há até dicionário e gramática oportunistas circulando por aí.

  10. Uma ideia sem acento é muito estranho mesmo. Também
    estou na torcida contra.

  11. Estranho é pouco, Anny. Isso me lembra o que disse a Cecilia sobre o coitado do pingüim.

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