Pablo Vilela

Ao Lusófono, as Batatas

In Dia a Dia do Revisor on 30 de setembro de 2008 at 2:02 am

Enquanto isso, na Academia Brasileira de Letras, sumidades da literatura nacional (como Paulo Coelho, Ivo Pitanguy e Marco Maciel) homenageiam, na companhia do Presidente da República, o incomparável Machado de Assis, no centenário de sua morte. A deferência-mor é a sanção do famigerado acordo ortográfico da língua portuguesa (em minúsculas por não merecer mais que isso).

Do Dicionário Houaiss:

batata

6. incorreção gramatical; barbarismo, solecismo

7. afirmação tola; asneira, burrice

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  1. Ai, ai…

    Beijos
    Helena

  2. Bem, espero que este acordo seja o último de minha vida civil.

    No primeiro, eu estava em fase de alfabetização.

    Neste, sou obrigada a entender.

    Quando houver o próximo, se Deus quiser, já estarei aposentada e maluquinha e lerei o que bem entender, e todo mundo desculpará meus bilhetinhos grafando “tranquilo” sem o trema (sim, ele voltará). Hão de dizer: “Coitadinha, ela escreve como antigamente…”

  3. Também estou triste, Helena. 😦
    Temo que não seja o último, Leticia. Quando o mercado editorial estiver novamente desaquecido, voltam a inventar um acordo, quiçá para unificar todas as línguas neolatinas.

  4. Pablo:
    Ao ver o jornal hoje, lembrei de você. Quando falaram no trema, então…
    Que tristeza, né?
    Beijos.

  5. Triste mesmo, Anny. Ainda esta semana postarei aqui o que o trema pensa sobre tudo isso.

  6. prezado pablo, desculpe entrar aqui meio de atravessado no post – dia 30 é dia do tradutor, e de luto pela claretização criei um blog, que – ufa! – não pede “carteirinha de tradutor” (saí do a:t)
    http://naogostodeplagio.blogspot.com
    veja, por favor, se vc quer entrar na lista de quem não gosta de plágio…
    abç
    d.

  7. ih, acho que perdi o comentário que tinha feito, vai lá de novo:
    pablo, desculpe entrar meio de atravessado no post – dia 30 é dia do tradutor, e, como estou de luto pela claretização do mercado, criei um blog que – ufa – dispensa “carteirinha de tradutor”.
    veja lá, por favor, se vc quer entrar na lista de quem não gosta de plágio.
    abç
    denise

  8. O WordPress não gosta muito de links, Denise, mas agora ele está aí.
    Quero estar na lista, sim. Parabéns pelo novo blogue.

  9. hoje recebi, da minha coordenadora pedagógica, um detalhamento sobre as novas regras definidas pelo acordo ortográfico.

    quase revidei com um “não quero não quero e não quero”

    – enfim!

  10. obg, alma gêmea dos toc-tocs do lápis na mesa 🙂
    vou pôr essa coisa magnífica que é o cadeorevisor lá, tudo bem?

  11. nas editoras para as quais trabalho, invoco mentalmente minha idade, deleto os e-mails convocando para a adaptação à reforma e me recuso a acompanhar a discussão. já é a segunda ou terceira reforma que pego. até hoje tenho saudade daquele monte de acentos que consumiram vastas horas no banco de escola para aprender.
    acho que as editoras tb não podem exigir tanto da gente, já basta os editings que fazem no nosso texto… 😉

  12. É… Infelizmente não haverá mais o “heroi de chapeu na plateia”…

  13. Puxa!

    Tinha esquecido completamente do “herói de chapéu na platéia”. O pior é que o nosso herói continuará existindo, com chapéu e tudo, mas terá de ir para outro lugar para assistir ao filme, já que “platéia” não será mais acentuada.

    Talvez o “Herói de chapéu vai comer pastéis”.

  14. sobre esse maldito acordo, li hoje na Folha de SP um texto meio engraçado.. o MEC havia lançado uma campanha de consulta pública para que as pessoas enviassem propostas ou sugestões sobre como aplicar as novas regras do acordo. ao longo das 3 semanas de duração da consulta, o MEC só recebeu 12 e-mails, sendo nenhum aproveitável… acho que todo mundo tinha mais o que fazer né? 🙂

    beijo,
    j.

  15. Se a consulta fosse sobre aplicar ou não o acordo, teria recebido bem mais respostas.

  16. Gente, eu acho o acordo maltratador de acentos e sinais muito triste, mas dói saber que os imortais que hoje prestam homenagens ao maior de todos são Paulo Coelho, Ivo Pitanguy e Marco Marciel.

    Beijocas

  17. Acho que não me acostumarei. Ou melhor, não quero me acostumar. 😦

    Beijos!

  18. É entristecedor!

    Sem contar que é um “atraso”, já que muitos brasileiros ainda não dominan as regras vigentes.
    Vou extrapolar: é uma palhaçada!!!
    E, pior, tenho que me adaptar!!!

  19. Você deveria ter feito isso, Pelvini. 😦
    Claro, Denise! Muito obrigado! Ainda sou calouro nessa história de acordo ortográfico, mas já está sendo traumático.
    A Fabiana tem razão, Patrícia: o herói há de sobreviver.
    Essa consulta foi uma falácia, Joice. Já estava tudo resolvido. A consulta foi feita por desencargo de consciência.
    Daqui a pouquinho vou lá comentar, Fabiana.
    É, Cecilia… deu no que deu.
    Também não quero, Marie. Dá vontade de fazer pirraça.
    Tenho de concordar com cada palavra sua, Milena.

  20. Nossa! Será bem mais fácil para quem não sabia as regras anteriores.

    Só parando para analisar as regras é que a gente percebe que caem alguns acentos e outros não em casos bem parecidos,como o dos ditongos abertos “éu” “éi” e “ói” que só desaparecem nas paroxítonas e não nas oxítonas. A nossa tendência é tirar todos, como fiz no comentário logo acima, no “herói de chapéu que vai comer pastéis”.

    E os hífens ainda são um mistério para mim. Já eram antes do acordo. Bom, quem sabe agora sejam decifrados.

  21. Acho difícil que sejam decifrados, Fabiana. Se houvesse alguma lógica nas mudanças… É tudo muito mal-feito nesse acordo.

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