Pablo Vilela

Primeira Vez

In Dia a Dia do Revisor on 14 de outubro de 2008 at 3:16 am

A primeira revisão profissional de minha vida (e lá se vai uma década) foi para um corretor. Não um corretor de textos, mas de imóveis mesmo. Ele escrevia correspondências para seus clientes e documentos cartoriais.

Escrevia mal, absurdamente mal. Eu também não era sombra do revisor que sou. Eu, um aprendiz esforçado; ele, um desconhecedor consciente. Creio que nos merecíamos.

À época, pareceu-me, pagava extraordinariamente: dez reais por página. Um investimento para ele, o triunfo para mim. Durou o tempo da certeza de que encontrara minha profissão.

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  1. As primeiras revisões sempre são carregadas de ansiedade, do nosso lado, e de expectativa, do lado do cliente. O sentimento da maioria dos clientes nunca muda, e eles têm toda a razão para isso; já a nossa ansiedade vai sendo substituída pela experiência, a cada dia tomamos mais consciência de nossas habilidades e do nosso limite; felizmente, podemos expandi-los com o tempo.

    Continue compartilhando essas histórias; gostei!

  2. Nossa! Minhas primeiras revisões eram textos pequenos também. Eu lia mil vezes antes de entregar. Um stress que só fui sentir anos depois.

  3. Diferente de você, Pablo, eu não nasci revisora, rs*.

    Meu primeiro contato com a revisão foi na Secretaria dos Conselhos da UERJ. Fui estagiária de Língua Portuguesa por um ano, e a minha incumbência era transcrever e revisar as atas dos conselhos. Isso foi em 1999, mas insisti no magistério até 2005 (sem nunca ter largado a revisão) quando realmente resolvi me dedicar somente ao que eu amo fazer.

    Concordo plenamente com a Laís quando diz que: “a cada dia tomamos mais consciência de nossas habilidades e do nosso limite”. No começo tinha um medo danado de fazer alguma besteira, agora é tão natural que parece que eu já nasci revisora.

    Beijinhos,
    Magda.

  4. Primeiro, textos pequenos e muito stress… depois a balança ficou equilibrada…

  5. Olá, Pablo. Nada a ver com o post, apenas não pude deixar de pensar em ti quando li o comentário da leitora Lia no blog da Nova Corja sobre a sentença do processo movido pelo Polibio Braga contra um dos autores do blog. “Essa gente acha que vírgula é tempero de texto. Vai logo salpicando um punhado.”

    Que definição!
    PS – dúvida: será que faltou tempero na minha longa frase?

  6. É isso mesmo que acontece, Laís e Magda. Com o tempo vamos adquirindo confiança, o medo vai embora e tudo passa a ser natural.
    Leticia, eu deixei de ler mil vezes quando o prazo passou a ser fundamental. Tive de me adaptar rapidinho, ou ficaria para trás.
    Espero que não tenha ficado equilibrada com textos enormes e muito estresse, Cortez. 😆
    Maravilhoso o comentário, Helô! Acho que vou usá-lo por aqui qualquer hora. Quanto a sua frase, eu talvez a dividisse ao meio apenas para facilitar a compreensão, mas não há nada de errado nela.

  7. Pablo, teve esse lance do prazo também, mas eu deixei de ler mil vezes quando comecei a trabalhar em dupla. Como disse, foi fundamental para mim o aprendizado com os mais experientes.

  8. Isso também ajuda, Leticia, mas quando eu voltava a ler sozinho a insegurança batia de novo e eu lia mil vezes. Com o tempo isso vai passando. 🙂

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