Pablo Vilela

Receita

In Outras Revisões on 19 de dezembro de 2008 at 12:01 pm

Receita pra lavar palavra suja

Viviane Mosé

Mergulhar a palavra suja em água sanitária.
Depois de dois dias de molho, quarar ao sol do meio-dia.
Algumas palavras quando alvejadas ao sol
adquirem consistência de certeza. Por exemplo a palavra vida.

Existem outras, e a palavra amor é uma delas,
que são muito encardidas pelo uso, o que recomenda esfregar
e bater insistentemente na pedra, depois enxaguar em água corrente.

(…)

Uma palavra limpa é uma palavra possível.

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  1. bota encardida nisso!

  2. Mas nada que uma boa lavada não resolva, Raquel. 🙂

  3. Pablo:
    Adorei. Aliás, amei. O poema e o link. E ainda tem mais, o link da Viviane Mozé.

    * Feliz Natal!
    Beijos.
    Anny

  4. Pois é, Anny, há várias poesias dela lá no site. Também gostei muito. Muito obrigado. Um ótimo Natal para você também.

  5. O poema é bom, mas deveria trazer, em epígrafe ou nota, um texto de Manoel de Barros. A construção é a de Barros, a forma de juntar idéias é a de Barros e o tipo de figuras de linguagem presente também o é. Se foi uma homenagem, é bem vinda. Se não foi, é plágio, não aquele plágio descarado que se costuma ver por aí, mas um plágio filosófico, por assim dizer, no qual se copia, não o que disse um autor, mas a forma como ele diz as coisas, sua temática e o tipo de construção, transpondo-a para algo semelhante. Há quem chame isso de glosa, paráfrase, referência etc. Só não se pode chamar de original.

  6. Bem, Márcio, não sou nenhum conhecedor de Barros, tampouco de Mosé, então para mim é um tanto difícil opinar. No site da autora, que está citado na matéria, não aparece referência ao poeta. Talvez seja o caso de questioná-la sobre o tema. De todo modo, muito obrigado por levantar a questão. Apareça mais vezes.

  7. Olá, Pablo e Márcio.

    Também não sou uma das maiores conhecedoras das obras do Manoel de Barros.

    Participei do projeto “Poesia no Jardim da Filosofia” que teve a curadoria e mediação da Viviane Mosé e durante um dos círculos de poesia ela falou bastante do Manoel de Barros, mas falou como fã mesmo, sabe? Acredito que tenha sido apenas uma homenagem. De qualquer forma, como bem disse o Pablo, acho válido um questionamento.

    Abraços.

  8. Vou tentar averiguar o caso, Magda, pode deixar. 😉

  9. bem, Saramago se inspira em Kafka e Borges , e um leitor atento poderá perceber nuances dos dois entrelaçados à três… Saramago nem nega as influências, isto não significa, que sua escrita é plágio… autenticidade garantida e comprovada por Nobel

  10. O bom e velho princípio de Lavoisier.

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