Pablo Vilela

Ser e Parecer

In Preciosidades on 13 de agosto de 2009 at 1:29 am

Do grande amigo fundador da comunidade Revisores, em uma conversa informal sobre revisão.

Não adianta o negócio estar certo e quem ler suspeitar que está errado.

Não basta estar certo, tem de parecer certo.

Thiago Martins

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  1. Hummm, deixa ver se eu entendi: o texto pode ser uma pérola de correção gramatical, mas se nós – os revisores – pudermos dar uma voltinha naquela coisa boco-moco, melhor. Porque o texto é pra ser lido, não decifrado. É isso?

  2. Tem coisa melhor do que ler um texto elegante, correto e simples? Tem: fazer com que ele fique desse jeito.

  3. Sei lá. Às vezes tem aqueles critérios muito rígidos que acabam engessando o texto e fazendo a coisa soar estranha. No fim, a forma fica esquisita e chama mais a atenção do que o conteúdo. O que é um desserviço. Sempre.

  4. Aí já vira problema do autor e da editora, Anna V. Toda vez que deparo com um troço assim – a não ser que seja um texto, p. ex, do Paulo Leminski, que cá pra nós não tem muito o que mudar – eu pergunto antes: pode mexer? Se o editor dá sinal verde, eu mexo. Se não, eu recorro àquele mantra: “o meu dever é apontar”, e tudo de boldo!

  5. Mas o certo por vezes causa estranhamento ^^

  6. A pérola surgiu quando o Thiago pensava sobre comediador (aquele que medeia em conjunto com outrem), que mais lembra comédia que mediação.
    Em casos assim, Leticia, estar correto é insuficiente. É preciso evitar o ruído. E, claro, não podemos impor as alterações. Cabe ao cliente julgar a procedência de nossas sugestões.
    Também gosto de textos simples, Laís. Para o texto ser bom não há necessidade de palavras e estruturas muito complexas.
    Como você bem observou, Anna, a forma não pode atrapalhar o conteúdo.
    Nem tanto, Denise. 😀
    Exatamente, Debby. Além de correto, é preciso estar agradável aos olhos e ouvidos.

  7. Lembrei[-me] do adágio sobre a “Mulher de César”. A ela também não bastava ser honesta, mas também parecer honesta.

  8. E pagou o preço por parecer desonesta.

  9. Sempre interessante, esta discussão. Estão todos certos. Já agora, Pablo, sabe como resolveram essa do comediador?

    Abraço
    Helena

  10. Não sei, Helena. Vou perguntar ao Thiago, mas talvez tenham preferido manter a forma antiga, com hífen.

  11. Helena, o Thiago não se lembra da solução. Ele tem certeza de que não deixou sem hífen. Não sabe se manteve o hífen ou trocou por “um dos mediadores”.

  12. Não me recordo qual foi o caso, mas lembro-me de que, logo nos meus primeiros dias de revisor, meu chefe comentou comigo: “William, não adianta ganhar a briga e perder o cliente”.

    Foi assim que aprendi a lição já tantas vezes repetida: O cliente tem razão, até quando está errado!

  13. Sábias palavras do seu chefe, William. A nossa obrigação é mostrar o que é certo. Se o cliente não aceita, é um direito dele.

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