Pablo Vilela

A B C D E F G H I K

In Cadê o Revisor? on 22 de outubro de 2009 at 5:46 pm

Eu disse que o pior estaria por vir.

Capa VOLP finalA capa do livro é a parte mais aparente. Errar ali é vexatório.

O alfabeto mudou. Fez-se a confusão. O Rodrigo DnQ percebeu. A Academia, não.

Os confusos imortais seguem perguntando: Cadê o Revisor?

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  1. Li o post e olhei para o lado, na minha mesa, onde mora o meu exemplar do VOLP. Soltei um “Noooooossa” bem alto. Pior que tem um “5ª edição” bem no meio para indicar o erro, hehehe.

    Grande beijo.

  2. Foi a mesma reação que eu tive, Cássia. Está tão na cara que a gente nem vê, não é?

  3. Nossa, gente, estou me sentindo lesada. Eu já possuía a edição de 2004 e agora confirmo que me precipitei ao comprar a última edição. Quero meu dinheiro de volta! Será que dá Procon? Vou pesquisar…

    Abraço!

  4. Imperdoável.
    =O

  5. Impressionante, não é? Talvez seja o primeiro passo para a implantação do internetês como língua oficial.

  6. Bom dia, caros colegas revisores e simpatizantes!
    Querem mais uma notícia horripilante?! Meu antigo VOLP, de 2004, tem o mesmo ‘erro’. Será que não foi proposital? Risos! Quem se habilita a mandar uma e-mail para ABL responde?! Risos novamente! Abraço e ótima semana!

  7. ‘Corrigindo’: um e-mail!

  8. Eu ainda não havia reparado, Lesliê. Minha edição pré-acordo é a antiga, naquela capa verde sem graça. Pelo jeito, ninguém havia notado ainda.

  9. Gente, eu não consegui ficar quieta, tampouco indiferente. Mandei um e-mail pra ABL Responde e estou atônita com a resposta que recebi. Por isso, encaminho abaixo o meu texto e a resposta para compartilharem comigo o espanto e a indignação. Também, o que se poderia esperar de uma Academia que tem como ‘imortal’ Paulo Coelho?! Desculpem-me seus admiradores, eu não queria baixar o nível, mas é inevitável, preciso desabafar! Abraço! Ah, sou meio lenta com questões de formatação, provavelmente o texto sairá desconfigurado, desculpem-me por isso!

    O e-mail:

    Boa tarde,

    Sou revisora de textos e participo de uma comunidade no Orkut chamada Revisores, que por sinal, entre outras coisas legais, é um excelente instrumento para o bom desenvolvimento do nosso trabalho, uma vez que somos todos eternos aprendizes. Lá, inúmeros revisores e simpatizantes discutem sobre o trabalho que realizam, dentre eles dúvidas de língua portuguesa, mercado de trabalho etc.

    Acesso, também na internet, o blog de um revisor, atual responsável pela comunidade Revisores do Orkut, intitulado Cadê o Revisor? (vale a pena visitar) e lá descobri uma questão digna de discussão com a ABL e digna também de matéria em jornal de alcance nacional, qual seja:

    Por conta da vigência da nova reforma ortográfica, há uma crescente e infindável discussão acerca do assunto. Muitas pessoas são contra, outras não, algumas são indiferentes e outras nem sabem que mudanças são essas, mas nós, revisores, não podemos ficar indiferentes, afinal, a língua portuguesa é nosso mais importante objeto de trabalho e por isso:

    Durante essas discussões, inevitavelmente o VOLP entrou na história, pois ele é, segundo li em nota da Folha online e concordo, ‘a publicação que registra a forma oficial de escrever as palavras no Brasil’.

    Para mim, ele é ou deveria ser um dos livros de cabeceira de todo bom revisor. Da mesma forma como dizem no mundo jurídico ‘o que não está nos autos não está no mundo’, costumo dizer que se a palavra não estiver no VOLP ela não existe…

    Pois bem, afora todos os elogios que seriam pertinentes a tão importante trabalho, surgiram muitas questões quanto à nova edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, quais sejam:

    1) a precipitada impressão dessa nova edição pós-reforma ortográfica com seus inúmeros equívocos e ‘problemas’;
    2) a unilateralidade da decisão quanto à publicação citada, uma vez que o ‘Acordo’ foi feito por vários países de língua portuguesa e verificou-se na nova edição do VOLP, entre outros equívocos, palavras diversas das contidas no acordo citado, um exemplo: coerdeiro, que pelo acordo “…1.º Nas formações com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-… só se emprega o hífen nos seguintes casos: a) Nas formações em que o segundo elemento começa por h: co-herdeiro…”
    3) a última questão, porém não menos importante, é de saltar aos olhos de quem lê o VOLP: um ‘erro’ na sua capa (que descobri, espantosamente, no blog Cadê o Revisor?), na qual está estampado, quase que imperceptivelmente, ao menos aos que não são da área de revisão ou aos apenas ‘desatentos’ que comumente viciam os olhos nas leituras de modo geral, o abecedário: A B C D E F G H I K… Opa, pra onde foi o J?

    Depois de me recompor do espanto ao constatar realmente o lapso no meu novo VOLP – 5ª edição – dirigi-me a minha humilde biblioteca para verificar a edição de 2004 e está lá o mesmo ‘erro’… novo espanto! (e acabei, novamente pasmada, por me enquadrar no perfil dos ‘desatentos’ e não adianta me envergonhar por isso).

    Tenho, particularmente, inúmeras dúvidas quanto a este livro, que tanto prezava e indicava a amigos que não são revisores, mas se utilizam da língua portuguesa para escrever seus textos em trabalhos de faculdade, nos jornais, tribunais, escritórios de advocacia etc., mas indago Vossas Senhorias apenas sobre dois assuntos:

    1) O que será feito a respeito dos problemas constatados na irremediavelmente comprometida nova edição do VOLP, para quem, precipitadamente, desembolsou mais de R$100,00 (cem reais), como foi o meu caso? Porque, sinceramente, disponibilizar encartes com as correções e aditamentos para imprimir é um tanto indigno de uma instituição secular, que ‘tem por fim o cultivo da língua e a literatura nacional.’ E quem pode me confirmar que não haverá mais ‘erros’?

    2) E quanto à questão do lapso do ‘J’ justamente na capa de um dos livros mais importantes da nossa língua portuguesa? Pessoas podem dizer que isso tudo é uma questiúncula, uma vez que temos tantos problemas maiores que atingem os falantes/usuários da língua portuguesa (mas esse assunto é para outro momento, com certeza), principalmente esse imbróglio do ‘novo acordo’; mas na minha humilde concepção todas essas questões acabam por desacreditar a Academia que tantas pessoas admiram ou admiravam (e eu me coloco nesse rol) como uma instituição que teve a honra de ter como presidentes os acadêmicos imortais Machado de Assis, Rui Barbosa, Antônio Houaiss e como membros outros tantos imortais, que nesse momento devem estar se revirando nos seus túmulos!

    Saliento que não quero ser a dona da verdade, tampouco me intitular ‘a escritora’, ‘a revisora que nunca comete erros’, mesmo porque, como disse anteriormente, somos todos eternos aprendizes… quero apenas respostas que acredito pertinentes aos assuntos elencados neste e-mail!

    Por ora é só!

    Aguardo, ansiosamente, resposta, na expectativa de ver, ainda que paulatinamente, resultados satisfatórios acerca das questões atinentes às incongruências do novo acordo ortográfico e do VOLP (como resposta aos cidadãos em geral como usuários da língua portuguesa), bem como para a questão da 5ª edição do VOLP (ouso dizer que aceitaria o compromisso dessa Academia, em me fornecer, depois de retificadas as incoerências, um novo exemplar do livro, com ônus para essa instituição, uma vez que fui lesada, como cliente, com a compra de um produto com ‘defeito’).

    Atenciosamente,

    Lesliê Lopes Sallas
    _________

    A resposta:

    O VOLP foi retirado do site para atualização. A quinta edição está com aditamentos e correções no site http://www.academia.org.br/abl/media/Encarte_VOLP_5_Edicao_web.pdf Não cabe à ABL vender ou ofertar livros. Essa competência é das editoras.

  10. Lesliê, há momentos em que prefiro acreditar que essas respostas do ABL Responde são produzidas por computadores que identificam palavras-chave e dão respostas-padrão. É uma falta de respeito receber um questionamento como o seu e responder de maneira tão lacônica. Seria melhor que não prestassem o serviço.

  11. Pablo, também prefiro acreditar que fui ‘atendida’ por uma máquina!

    Estou ruminando uma réplica…

    A ideia de pedir novo exemplar à Academia foi quase que de brincadeira, afinal, comprei realmente em uma livraria, mas no fundo, acredito, sinceramente, que quando eles se dignarem a corrigir o VOLP, a Academia deve sim retirar de circulação todos os exemplares com ‘defeito’ e substituí-los, e uma vez que o ‘erro’ foi deles (toda a equipe responsável pela sua nova edição), claro que o ônus também deverá sê-lo!

    Penso que pisei no tendão de Aquiles deles… Risos!

    Abraço e bom fim de semana!

  12. Infelizmente acredito pouquíssimo nessa possibilidade Lesliê, que seria de fato a mais honesta. Mas você está certíssima de fazer a cobrança. Na livraria você tem mais possibilidade de sucesso que na Academia.

  13. Sei que é impossível chegar a um cliente e dizer “não vou escrever assim pois a ABL não sabe o que faz”, mas sempre que posso, ignoro algumas das novas regras. A extinção do acento que diferenciava o tempo verbal do verbo poder (pode e pôde) é a maior afronta já feita a um idioma. Deveríamos fazer como os portugueses e simplesmente ignorar o Acordo.

    Faço traduções de textos automotivos e centenas de palavras não constam no vocabulário. Como dizer que a palavra multieixos (multi-eixos) ou multi-braços (multibraços) não existe se 20% da produção nacional de carros utiliza uma suspensão com esse sistema. “Suspensão de múltiplos braços” ou “suspensão de braços múltiplos” não são opções.

    Aliás, acredito que tradutores têm alguma responsabilidade ao adaptar palavras estrangeiras para nosso idioma, uma vez que seus textos são publicados em artigos científicos e nos meios de comunicação e acabam incorporados ao vocabulário local. O número de adaptações mal-feitas (malfeitas?) já é demasiado.

    Por fim, quando o desacordo foi publicado me chamou a atenção a nova grafia de bem-feito: “benfeito”.
    Entrei em contato com a ilustre Academia (infelizmente não tenho mais o diálogo), que afirmou que está, sim, correto e que a partir de 2012 teremos que dizer que “o Acordo foi muito benfeito”.

    Quero dizer, quem precisar segui-lo à risca. Eu não vou. A ABL não fala português.

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